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Ongoing: Novo Banco e BCP chumbam plano de recuperação

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Como chumbo do plano de recuperação, a Ongoing, de Nuno Vascocellos, está condenada à falência

Nuno Botelho

O plano de recuperação que previa um corte de 97% na dívida de 1,2 mil milhões foi chumbado pelos credores da Ongoing Strategy Investments, a holding de topo do universo empresarial de Nuno Vasconcellos.

Novo Banco (493 milhões de euros) e BCP (282 milhões), os maiores credores, estiveram entre os que chumbaram o Plano Especial de Revitalização (PER) apresentado pela empresa. A reprovação contou com 99% dos votos dos credores representados e conduz à falência da Ongoing. O fisco e os restantes bancos credores também votaram contra a viabilização.

Cascatas de perdas

Na versão final do PER que apresentara, a Ongoing propunha um colossal perdão da dívida e de juros (pagaria apenas 17,4 milhões a 15 anos) e justificava a sua incapacidade fnanceira por uma “cascata de perdas, com paragens obrigatórias nos episódios BES e PT” de que resultara uma dívida superior a 1,2 mil milhões de euros. Deste valor, 300 milhões correspondiam a créditos subordinados que não seriam pagos.

A Ongoing chegou a deter 10% da PT, uma participação inteiramente financiada por crédito bancário. A redução do nível de dividendos da PT foi o primeiro rude golpe na estratégia de alavancagem financeira. O colapso do GES, o principal financiador de Nuno Vasconcellos, foi o golpe final.

Na terça-feira, a assembleia de credores da ST&SF, a empresa do universo de Vasconcellos que editava o Diário Económico aprovara a sua liquidação. O mesmo destino está reservado á Ongoing.