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Sines com metade do movimento total de mercadorias nos portos nacionais no início de 2016

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Nuno Botelho

O Porto de Lisboa registou uma acentuada redução em fevereiro (-29,7%), “ainda sob efeito de paralisações no setor”, realça o INE, numa referência à greve dos estivadores

Lusa

O Porto de Sines foi responsável por mais de metade do movimento total de mercadorias nos portos nacionais, revela o relatório sobre a atividade dos transportes no primeiro trimestre de 2016, hoje divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o relatório do INE, o movimento de mercadorias nos portos portugueses totalizou 21,3 milhões de toneladas, aumentando 3,9%, ligeiramente acima do crescimento registado no 4.º trimestre de 2015 (+2,7%), das quais 8.373 milhões de toneladas foram carregadas (-2,3%) e 12.886 milhões de toneladas descarregadas (+8,3%).

O Porto de Sines, com 10,7 milhões de toneladas movimentadas, foi responsável por mais de metade (50,3%) do movimento total de mercadorias nos portos nacionais (46,4% no trimestre anterior).

O Porto de Leixões, com 18,6% do movimento total, registou uma diminuição de 4,5%, e os portos de Lisboa e de Setúbal também registaram evoluções negativas neste trimestre (-7,0 e -3,0% de toneladas movimentadas, respetivamente).

O Porto de Lisboa registou uma acentuada redução em fevereiro (-29,7%), “ainda sob efeito de paralisações no setor”, realça o INE, numa referência à greve dos estivadores.

Também nos portos de Aveiro e da Figueira da Foz ocorreram reduções no movimento de mercadorias (-8,7% e -12,7% toneladas).

O porto de Sines registou um movimento de 9,6 milhões de toneladas em tráfego internacional (53,3% do movimento internacional nos portos de Portugal), correspondendo a um aumento de 12,0%.

Os restantes principais portos do continente registaram reduções no tráfego internacional de mercadorias (-11,9% em Figueira da Foz, -11,1% em Aveiro, -10,1% em Lisboa e -8,9% em Leixões).

No que se refere ao tráfego entre portos nacionais (14,9% do total) foram movimentadas 3,2 milhões de toneladas (+17,4%), das quais 33,3% em Sines e 28,8% em Leixões.