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Portugal coloca €1155 milhões e paga menos em juros

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O IGCP realizou esta quarta-feira dois leilões de obrigações a 6 e 10 anos, emitindo 571 milhões e 584 milhões de euros respetivamente. Pagou taxas inferiores às registadas em operações similares anteriores nas duas linhas

Jorge Nascimento Rodrigues

Portugal regressou esta quarta-feira ao mercado obrigacionista colocando 1155 milhões de euros em dois leilões de reabertura das Obrigações do Tesouro que vencem em 2022 e 2026. A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) pagou taxas de colocação inferiores às registadas nas operações anteriores em abril, de sindicação na linha de OT a 6 anos, e, em maio, através de leilão na linha de OT a 10 anos.

No leilão da OT a 6 anos, o IGCP colocou 571 milhões de euros, pagando uma taxa de colocação de 2,355%, abaixo da yield registada no mercado secundário esta quarta-feira à mesma hora (2,392%) e inferior à taxa de 2,576% na operação sindicada realizada em 6 de abril passado.

Quanto ao leilão da OT a 10 anos, que serve de referência para a dívida portuguesa de longo prazo, a agência colocou 584 milhões de euros, pagando uma taxa de 3,093%, abaixo da registada no mercado secundário esta quarta-feira à mesma hora (3,11%) e inferior à taxa de 3,252% paga no leilão de 11 de maio passado.

A procura por parte dos investidores foi superior à colocação 1,46 vezes na OT a 6 anos e 1,49 vezes na OT a 10 anos. Neste último caso, foi inferior à verificada no leilão de maio.

“Apesar do Brexit, mas sobretudo apesar da hipótese das sanções a Portugal por parte da União Europeia, nada disso teve qualquer reflexo nos custos de financiamento do país nos leilões de hoje. O que se retira daqui é que Portugal continua a ser uma boa alternativa para os investidores de dívida pública, dado que os países com melhor rating que o nosso apresentam taxas negativas nos prazos longos”, diz Filipe Silva, Diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa.

Itália e Alemanha pagam taxa negativas

Hoje realizaram-se dois leilões de dívida de obrigações a 3 e 7 anos em Itália e um leilão de obrigações alemãs a 10 anos.

O Tesouro italiano colocou 4,5 mil milhões de euros e pagou taxas inferiores às registadas nas emissões similares anteriores. Pagou, agora, um juro de -0,04%, negativo pela primeira vez, a 3 anos e de 0,63% a 7 anos.

Na Alemanha, o Tesouro colocou 4 mil milhões de euros em obrigações a 10 anos pagando uma taxa, pela primeira vez negativa, de -0,05%, contra 0,01% na emissão anterior.