Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Haitong diz que BCP pode precisar de reforço de capital até €3,9 mil milhões

  • 333

O Haitong já tinha descontado um potencial aumento de capital de 1,4 mil milhões de euros no preço-alvo que tem para as ações do BCP

Lusa

A necessidade de cobertura de provisões e de pagar os instrumentos híbridos (CoCos) ao Estado podem forçar o BCP a um reforço de capital até 3,9 mil milhões de euros, segundo o Haitong Bank.

"Após os aumentos de capital do Popular [Espanha] e do Popolare (Itália), o BCE [Banco Central Europeu] parece ter mudado a sua abordagem aos bancos com elevados 'stocks' de exposições problemáticas e baixos níveis de cobertura, que nós acreditamos que podem eventualmente incluir o BCP", lê-se numa nota de análise do Haitong.

O banco de investimento considerou que o supervisor europeu pode obrigar estes bancos a avançarem desde já com a cobertura da maioria das provisões o que, em conjunto com o pagamento dos CoCos ao Estado - cujo montante ascende a 750 milhões de euros - pode representar uma necessidade de capital para o BCP entre os 2,2 mil milhões de euros e os 3,9 mil milhões de euros.

O Haitong já tinha descontado um potencial aumento de capital de 1,4 mil milhões de euros no preço-alvo que tem para as ações do BCP mas, com esta atualização, o antigo BES Investimento cortou o preço-alvo do banco liderado por Nuno Amado dos anteriores 0,10 euros para 0,02 euros por ação.

Carlos Cobo, o analista responsável por esta nota de análise, sublinhou que estima que o BCP consiga gerar 1,9 mil milhões de euros de lucros antes das provisões em dezembro de 2017 algo que, a concretizar-se, reduziria significativamente o défice de capital agora identificado pelo Haitong.

"Porém, devido ao Popular e ao Popolare, não temos certezas sobre se o BCE vai levar isto em conta", assinalou o especialista.

Pelas 16:00, ou seja, a meia hora do fecho da bolsa portuguesa, as ações do BCP seguiam a perder 8,0% para 0,0199 euros, naquela que era a maior queda do PSI20 na sessão de hoje.