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As 3 condições que podem manter Portugal a salvo de novo resgate

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Os analistas do Barclays acreditam que Portugal não vai precisar de um novo programa de ajuda financeira mas só se se verificarem pelo menos três condições. O banco avisa: o país precisa de implementar medidas orçamentais "credíveis" e criar um plano para salvar a banca. Já a economia, está a deteriorar-se rapidamente

Portugal não deverá precisar de um novo programa de ajuda financeira mas enfrenta grandes desafios orçamentais e no sector da banca e precisa de implementar mais medidas, refere uma análise do Barclays.

São três as principais condições que deverão manter Portugal a salvo de novo resgate: "O Banco Central Europeu continuar com o seu programa de compra de ativos no futuro próximo", a "DBRS não cortar o rating" do país"; e não haver "uma grande crise em Itália ou Espanha".

No entanto, a economia portuguesa está a deteriorar-se e Portugal tem uma "crise bancária sistémica".

"O Governo vai ter de tomar decisões difíceis nas próximas semanas", adianta a nota divulgada esta segunda-feira.

Aponta que Portugal precisa implementar um plano que resolva os problemas na banca de uma vez por todas e que o Governo vai precisar de um plano credível para o médio prazo com medidas realistas do lado da despesa e da receita consistentes com "solvência orçamental".

O Barclays prevê que Portugal termine 2016 com um défice público de 4,1%. E espera que o crescimento da economia abrande para 0,7% este ano e 0,3% em 2017 devido à quebra no investimento perante a incerteza e o ambiente de aversão ao risco e ao elevado endividamento do sector privado.

"Portugal está de novo debaixo do escrutínio dos mercados. As condições macroeconómicas favoráveis dos últimos 18 meses estão a começar a piorar", diz o Barclays.

"O país está a lutar com uma crise bancária sistémica, a ausência de um plano orçamental de médio prazo credível e um excessivo endividamento dos sectores público e privado. Isto levanta a questão se Portugal poderá resolver todos estes temas sem a ajuda de um outro programa".

O Barclays estima que as necessidades de capital para a Caixa Geral de Depósitos e o BCP atinjam os 7,5 mil millhões de euros, embora avance que o BCP poderá conseguir financiar-se nos mercados, se o sentimento melhorar.