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Um stresse nunca vem só

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Mark Carney, governador do Banco de Inglaterra

Dylan Martinez / Reuters

Pressão sobre a banca europeia, juros da dívida negativos e suspensão de resgates em fundos aumentam risco de recessão

O ‘Brexit’ não veio só. Os analistas falam cada vez mais da confluência de diversos riscos que estão a afetar negativamente o sentimento dos investidores financeiros e a agravar a incerteza sobre se a retoma vai continuar, apesar de “medíocre” (para citar a palavra muito usada pela diretora-geral do Fundo Monetário Internacional), ou se há a probabilidade de algum evento provocar uma crise financeira e fazer recair a economia numa recessão.

Do Reino Unido vieram, na terça-feira, más notícias no rescaldo do ‘Brexit’: a perspetiva macroeconómica e financeira do Banco de Inglaterra com avisos sobre a incerteza crescente após o referendo e as notícias de que fundos britânicos ligados ao imobiliário suspenderam os resgates. A Bloomberg refere que já houve sete fundos que “puxaram para cima os portões”, incluindo os da M&G Investments, Aviva Investors e Standard Life Investment. É bom recordar que os primeiros sinais da crise financeira surgiram a 9 de agosto de 2007, com os problemas em três fundos do BNP Paribas.

Na Europa, tem aumentado a preocupação com a “tempestade perfeita” no sector bancário italiano, como a cadeia norte-americana CNBC classificou, esta semana, a situação, e alastra a dúvida se algum dos bancos transalpinos mais frágeis não acabe por ser uma espécie de Lehman Brothers europeu. Os analistas da Société Générale advertem que o problema italiano pode “detonar uma crise em toda a Europa”. Em Itália, as novas regras de resolução bancária poderão levar à queda do Governo de Matteo Renzi após o referendo constitucional de outubro e à vitória do eurocético Movimento 5 Estrelas de Beppe Grillo.

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