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“Imposto automóvel nunca diminuirá”

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Artur Fernandes, responsável pelo Grupo Fiat em Portugal, anuncia a remodelação 
de 30 concessionários da Fiat, dos quais 16 terão as marcas Alfa e Jeep

José Oliveira

Gestor da Fiat diz que aumento fiscal não travou vendas em 2016

O Estado português “precisa dos impostos sobre os automóveis porque geram receitas previsíveis e ninguém pode fugir a eles. Aqui não há evasão fiscal. No momento em que o importador de uma marca automóvel pede uma matrícula em nome do cliente tem de pagar a antecipação do imposto ao Estado, que arrecada logo o IVA e o Imposto sobre Veículos (ISV). Não há uma única matrícula que circule em Portugal sem que o Estado a emita e é um imposto com taxa de evasão zero!” Desta forma, o diretor-geral-delegado do grupo Fiat em Portugal, Artur Fernandes, explica ao Expresso a razão pela qual não acredita na perspetiva de uma eventual revisão da carga fiscal aplicada ao sector automóvel. No entanto, Artur Fernandes considera que “o último aumento de impostos, de 1% a 2%, aplicado pelo Governo no final de março, não travou as vendas do sector”.

“Lamento dizer, mas nunca haverá uma diminuição do ISV em Portugal, porque é o imposto cobrado da forma mais eficiente. Entre o ISV, o IVA, e os impostos sobre os combustíveis (o ISP), o sector automóvel paga 10%, ou mais, da receita fiscal do Orçamento do Estado”, diz.

Artur Fernandes — um dos gestores portugueses que melhor conhecem os executivos do gigante industrial ítalo-americano Fiat-Chrysler —, admite que “há uma tendência positiva de recuperação da crise de 2012”. O gestor recorda que “nesse período difícil, as vendas de automóveis em Portugal caíram para níveis mínimos de 100 mil veículos ligeiros de passageiros e de 20 mil comerciais ligeiros”.

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