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A nova (e boa) invasão francesa

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Os franceses estão a comprar em bairros históricos como a Graça, Príncipe Real ou Mouraria. Mas não só

Gonçalo Rosa da Silva

Depois dos seniores, Portugal começa a ser procurado por todo o tipo de franceses. E Lisboa já não monopoliza todo o investimento

Os franceses compraram em média 17 casas por dia em Portugal (números da APEMIP), durante o primeiro trimestre deste ano. Os números atualizados do semestre ainda estão a ser apurados pela Associação dos Profissionais e das Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal mas Luís Lima, que preside à instituição, não tem dúvidas: “Os franceses vão continuar a ser o maior investidor estrangeiro no nosso país em número de unidades vendidas, uma tendência crescente. Com uma vantagem em relação aos outros estrangeiros: não estão concentrados só em Lisboa, compram um pouco por todo o lado”.

Pascal Gonçalves, CEO do grupo Libertas, empresa promotora do empreendimento Quinta da Trindade, no Seixal (paredes-meias com o Centro de Estágio do Benfica), sabe bem que assim é. Ainda a ser construído, o condomínio River Terraces inserido neste empreendimento vendeu 70 unidades (com preços a partir dos 200 mil euros) neste primeiro semestre. Metade foi a franceses (a outra metade foi assegurada por portugueses). A localização fora de Lisboa, no Seixal, não os demoveu. “Afinal, estão a 10 minutos do Terreiro do Paço, pelo catamarã que se apanha no terminal a dois passos do condomínio. E a vista aberta que o condomínio desfruta para o eixo ribeirinho da capital é algo que valorizam muitíssimo”, diz Pascal Gonçalves. O mesmo fenómeno está a acontecer com outro empreendimento do grupo, o condomínio Praia do Sal, em Alcochete. Com 30 apartamentos vendidos este ano, 15 foi a franceses e belgas.

Ao interesse pela diversidade geográfica que começa a moldar o perfil de compra deste mercado francês soma-se uma novidade: aos seniores juntam-se agora pessoas de todas as idades que fogem à pesada fiscalidade imposta pelo governo de Hollande, casais mais jovens que procuram segurança para os filhos e profissionais liberais que estão a transitar a sua atividade para Portugal.

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