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Portugueses ‘assaltam’ gestão da Sonangol pela mão de Isabel dos Santos

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Isabel dos Santos está a reforçar quadros portugueses na petrolífera

Rui Duarte Silva

Abandonado pelo presidente e amigos, Manuel Vicente pode vir a ser o bode expiatório da crise angolana

Gustavo Costa

Correspondente em Luanda

Mais de 100 consultores portugueses deverão ser recrutados nos próximos meses para reforçar o quadro de pessoal luso da Sonangol, apurou o Expresso junto de uma fonte da administração da petrolífera angolana. A vinda destes quadros, originários das filiais portuguesas da Boston Consulting Group, da PwC e do escritório de advogados Vieira de Almeida, insere-se na estratégia de reestruturação da maior empresa pública de Angola, agora liderada pela empresária Isabel dos Santos.

Rejeitada a intenção do Fundo Monetário Internacional (FMI) vasculhar as contas públicas, segundo soube o Expresso, visa também ajudar a apagar todos os vestígios de operações que possam no futuro comprometer a gestão de Eduardo dos Santos.

Como ‘cérebro’ desta aposta emerge Mário Silva, o principal assessor de Isabel dos Santos que, através da consultora Wiseint Group, está a proceder, em Portugal, à contratação de diversos especialistas. Com a chegada em força de consultores portugueses, Mário Silva, gestor da fortuna de Isabel dos Santos, através da empresa Impal, passou a ter um papel preponderante na gestão da Sonangol. A sua recente presença numa reunião do conselho de administração da petrolífera está a ser qualificada como o inicio “da perda de soberania” angolana e da entrega da principal fonte de riqueza do país aos portugueses.

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