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O voo da Condor que deixou Humberto Pedrosa em terra

Humberto Pedrosa quer esclarecer acordo de David Neeleman no Brasil

José Caria

Pedrosa diz desconhecer um acordo com alemães feito pela Azul, de Neeleman, que também “não sabia”

A companhia aérea Azul — que tem como acionista o empresário David Neeleman — celebrou no final de junho um acordo de parceria com a transportadora alemã Condor, abrindo aos alemães 22 destinos no Brasil, sem prestar qualquer informação ao sócio de Neeleman na TAP, o empresário Humberto Pedrosa, maioritário no consórcio Gateway, que controla a gestão da transportadora portuguesa.

Questionado pelo Expresso sobre se esta parceria com a Condor poderá concorrer com a TAP — cuja operação para o Brasil, via Lisboa, se baseia na captação de passageiros de toda a Europa —, sobre o tipo de acordo firmado e se chegou a informar o seu sócio português Humberto Pedrosa, David Neeleman, dono da Azul, responde que “não sabia do acordo”, porque “não tinha importância”. É algo que “faz parte do dia a dia da empresa. Nem sei quantos voos a Condor tem por semana para o Brasil porque é uma linha aérea charter”, afirma. “O codeshare é que é importante e a TAP é a única empresa com esse tipo de acordo com a Azul no Brasil. Se for importante, é claro que eu falo com o meu sócio (Pedrosa)”, remata. Ao Expresso, o empresário Humberto Pedrosa disse que “desconhece o assunto” e que, “para já, não faz comentários”.

No entanto, o Expresso sabe que o acordo entre a Azul e a alemã Condor causou admiração à equipa que trabalha com Humberto Pedrosa pela inexistência de qualquer informação prévia prestada pela Azul sobre o âmbito deste acordo desenvolvido num mercado estratégico para a TAP.

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