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FMI alerta que os fundos europeus podem cair 10%

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O Reino Unido é o terceiro maior financiador do orçamento comunitário enquanto Portugal é dos que mais milhões recebe

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) leve a um corte de 10% dos fundos comunitários, expondo os principais beneficiários das políticas agrícola e de coesão europeias aos efeitos do ‘Brexit’.

“Com base na contribuição do Reino Unido para o orçamento da União Europeia, a saída do Reino Unido implicaria automaticamente uma redução de 10% os fundos europeus, se nada mudar”, estima o FMI no relatório que divulgou em junho, antes do referendo britânico. “A não ser que as contribuições para o orçamento comunitário sejam aumentadas para compensar a saída do Reino Unido, os beneficiários líquidos das despesas da UE podem ser afetados”, avisou então o FMI.

Tendo em conta os milhões de euros que cada Estado-membro anualmente paga e recebe à UE, Portugal surge como um dos principais beneficiários líquidos do orçamento comunitário. Só em 2014, recebeu da UE mais de €3,2 mil milhões de fundos em termos líquidos, um montante de apoios comunitários só superado por estas quatro economias bem maiores ou mais problemáticas: Polónia, Hungria, Grécia e Roménia.

Já o Reino Unido é o terceiro maior contribuinte líquido do orçamento comunitário, depois da Alemanha e da França. A sua contribuição líquida foi €7,4 mil milhões em 2012, de €8,6 mil milhões em 2013 mas não chegou aos €5 mil milhões em 2014. Trata-se de um contributo três vezes inferior aos €15,5 mil milhões que a Alemanha pagou nesse último ano para o orçamento comunitário.

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