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Acionista da Oi pede destituição de administradores portugueses da Oi

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Nelson Tanure, detentor de 6,6% da Oi, convocou uma assembleia geral extraordinária, onde pede a substituição dos acionistas portugueses da operadora brasileira. Pharol alerta para possível instabilidade e prejuízos

A Bridge, empresa de Nelson Tanure, convocou atravès da Societé Mondiale Fundo de Investimento, uma assembleia geral extraordinária da Oi, onde pede a destituição dos administradores portugueses, nomeados para a operadora brasileira pela portuguesa Pharol, detentora de mais de 27% do capital. Entre os administradores da Pharol na Oi estão Luís Palha da Silva e Rafael Mora.

"A Pharol está convicta que todos e cada um dos membros do conselho de administração da Oi está a cumprir e continuará a observar seus deveres fiduciários e atuar no melhor interesse da companhia, atuando os mecanismos de governança previstos no estatuto social da Oi e os direitos de voto dos acionistas, nos termos da lei, de modo a cumprir a estratégia e o plano traçado, com o objetivo único de viabilizar a sua recuperação financeira", lê-se no comunicado enviado pela empresa lidera por Luís Palha da Silva ao mercado.

A Pharol sublinha ainda que "tem atuado, como acionista, na defesa dos interesses da Oi, e entende que o conselho de administração da companhia tem vindo a adotar as medidas necessárias tanto para proteção dos seus ativos, como para a superação da crise económico-financeira que a Oi enfrenta. O pedido de recuperação judicial recentemente apresentado pela Oi insere-se nessa estratégia".

Pharol diz que há risco prejuízos materiais

Em comentário ao facto relevante da Oi, informando sobre a convocatória da assembleia geral, a Pahorl, alerta para a existência de riscos de desestabilização. "Espero que os membros do conselho de administração da Oi continuem atentos ao eventual aparecimento de investidores – seja do lado dos acionistas, seja do lado dos credores – centrados no retorno oportunístico do seu capital e que, muitas vezes, atuam de forma a obter uma posição negocial vantajosa, em detrimento dos interesses das sociedades que atravessam dificuldades financeiras", lê-se no comunicado.

A Pharol acrescenta ainda: "Medidas que gerem instabilidade, em desacordo com o estatuto social e interesses da Oi, poderão causar os maiores prejuízos materiais e à imagem da Oi e, portanto, devem ser evitadas por todos os acionistas".

  • Anabela Campos

    Sou jornalista do Expresso desde 2008. A aventura do jornalismo começou na Agência Lusa, em 1994, depois de me ter licenciado em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais de Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Seis anos depois rumei ao Diário Económico, para uma muito breve passagem. Entrei no Público em 2000 e por lá fiquei até ao final de 2007. Sempre fui jornalista de economia, mas gosto de escrever sobre muitos outros temas.