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Investimentos de vistos gold mais do que duplicaram

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No primeiro semestre, o montante captado com vistos dourados totalizou 509 milhões de euros, mais 111% do que no mesmo período em 2015

O investimento captado pelos vistos gold mais do que duplicou (111%) no primeiro semestre, face a igual período de 2015, para 509 milhões de euros, segundo a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

Nos primeiros seis meses deste ano, o investimento resultante das Autorizações de Residência para a atividade de Investimento (ARI), também conhecidos como vistos gold, totalizou os 508,959.258,80 euros, de acordo com dados estatísticos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Deste montante, a maioria (456.853.373,70 euros) correspondeu a investimento obtido através do requisito da compra de bens imóveis e 52.105.885,17 euros por via da transferência de capitais.

No semestre em análise, foram concedidos mais de 800 vistos e apenas um visou o critério de criação de, pelo menos 10 postos de trabalho.

Até à data ainda não foram atribuídos vistos mediante as novas regras, que entraram em vigor em setembro do ano passado, mas já há pedidos.

Em junho, o investimento captado pelas ARI totalizou os 98.893.760,79 de euros, mais 2,8% do que o valor obtido em maio, tendo sido atribuídos 157 vistos (o mesmo número que em maio), dos quais 144 pela compra de imóveis e 13 resultante de transferências de capital.

Daquele montante, a maioria (85.743.028,20 euros) respeitou a compra de imóveis, enquanto a transferência de capital totalizou 13.150.732,59 euros.

Para o presidente da CPCI, a evolução do investimento captado pela aquisição de imóveis é "uma notícia positiva", já que este critério representa cerca de 90% do montante total resultante das ARI.

"Não surpreende tendo em conta a atual atratividade do imobiliário português à escala global, já que este programa é reconhecido como uma oportunidade cada vez mais relevante, tendo em conta a complexa conjuntura internacional", acrescentou o responsável, em comunicado.

"Portugal tem ativos imobiliários de elevada qualidade, a um preço internacionalmente muito competitivo, excelentes infraestruturas, um clima ameno, segurança e um ambiente social único, pelo que há que tirar partido desses atributos e atrair e melhor investimento", disse.

Em termos acumulados - desde que os vistos começaram a ser atribuídos, a 08 de outubro de 2012, até junho último -, o investimento total captado com as ARI atingiu os 2,2 mil milhões de euros, mais precisamente 2.202.691.883,35 euros.

Deste montante, o investimento acumulado oriundo de aquisição de imóveis ascendeu a 1.985.133.634,87 euros e a transferência de capitais somou 217.558.248,48 euros.

Desde que os vistos gold entraram em vigor, foram atribuídos 3.609 ARI: dois em 2012; 494 em 2013; 1.526 em 2014; 766 em 2015 e 821 até junho. Em termos acumulados, desde a sua criação até final de junho, foram concedidos 3405 vistos pelo requisito da aquisição de bens imóveis, 199 por transferência de capital, e cinco pela criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.

A China lidera a lista de ARI atribuídas (2743 até junho, seguida do Brasil (180), Rússia (120), África do Sul (109) e Líbano (58).
As novas regras para a obtenção de vistos gold, que alargam os critérios de investimento para cidadãos fora da União Europeia a áreas como reabilitação urbana e ciência, entre outros, entraram em vigor a 3 de setembro de 2015.

Até junho, foram atribuídas 1212 Autorizações de Residência a familiares reagrupados.

No ano passado, o investimento resultante dos vistos gold caiu para metade, face a 2014, para cerca de 466 milhões de euros.