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Ações da Pharol recuperam

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Pharol a subir 13,73%, depois de ter descido, a 27 de junho, ao mínimo de sempre de 0,092 cêntimos. Bolsas europeias em alta

O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava esta manhãe em alta, com a Pharol a subir 13,73%, para 0,174 cêntimos. Cerca das 9h05 em Lisboa, o PSI20 estava a subir 2,18%, para 4.429,65 pontos, com 16 'papéis' a valorizarem-se, um a cair e um inalterado, depois de em 27 de junho ter terminado a sessão no mínimo de sempre de 4.260,13 pontos.

Além das ações do Pharol - que desceram até ao mínimo de sempre de 0,092 cêntimos em 27 de junho passado -, as da Sonae SGPS e do BCP estavam a subir 3,73%, para 0,668 cêntimos, e 3,43%, para 0,0181 cêntimos, respetivamente. As ações do BPI também estavam a subir para 1,104 euros, abaixo do preço de 1,113 euros da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do CaixaBank sobre as ações do banco que ainda não controla.

Na Europa, as principais bolsas estavam esta manhã em alta, sustentadas pela subida da libra e do preço do petróleo e a seguir Wall Street, depois da publicação das atas da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos que indicam uma "flexibilidade" na hora de subir as taxas de juro. As bolsas regressaram hoje aos ganhos depois de três dias consecutivos em baixa, arrastadas pelo medo dos investidores de uma possível fuga de capitais do Reino Unido na sequência do 'Brexit' (saída da UE) e que levou a libra a afundar para níveis mínimos.

Contudo, a incerteza que existe nos mercados perante o risco de uma possível fuga de capitais do Reino Unido mantém a tensão nas bolsas do 'Velho Continente', também inquietas com a situação da banca italiana. A depreciação da libra ocorreu depois das empresas de gestão de fundos Aviva y Standard Life terem suspendido a cotação dos fundos de propriedade imobiliária para travar a retirada de capitais resultante do triunfo do 'Brexit' em 23 de junho passado.

A libra também registou uma forte depreciação na sequência das declarações do governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, que admitiu na terça-feira que os riscos do 'Brexit' "começaram a cristalizar'.

Para compensar o efeito Brexit, o banco central está disposto a abrandar os requisitos de capital aos bancos britânicos para fomentar a concessão de crédito e impulsionar a economia.
Os bancos italianos cotados estão a concentrar a atenção do mercado devido aos respetivos créditos malparados, uma situação para a qual o Governo de Mateo Renzi não tem traçado qualquer plano.

Os investidores vão estar atentos à publicação das atas da última reunião do Banco Central Europeu e à decisão da Comissão Europeia sobre o incumprimento dos objetivos do défice por Portugal e Espanha, que previsivelmente será conhecida hoje.

Em Nova Iorque, a bolsa de Wall Street - que esteve fechada na segunda-feira devido à celebração do dia da Independência dos Estados Unidos - terminou em alta na quarta-feira, com o Dow Jones a subir 0,44%, para 17.918,62 pontos, depois de ter avançado a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo desde que foi criado.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de divisas de Frankfurt, mas a cotar-se a 1,1090 dólares, contra 1,1070 na quarta-feira. Em relação à libra esterlina mantém-se a 1,29 dólares, em níveis dos mais baixos dos últimos 31 anos, devido à incerteza criada pelo 'Brexit'.A divisa britânica desceu para 1,286 dólares na quarta-feira nos mercados asiáticos e estava a cotar-se hoje de manhã em Londres a 1,290 dólares.

O barril de petróleo Brent, para entrega em setembro, abriu hoje em alta, mas a cotar-se a 49,03 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mais 0,80% do que no encerramento da sessão anterior.