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Paulo Melo, da Somelos, é o novo senhor dos têxteis

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Com o sector numa nova fase de expansão, há três antigos ministros, empresários e académicos que dão apoio à nova direção no Conselho Consultivo da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal

DR

Paulo Melo, administrador da Somelos, é o novo presidente da ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal para o mandato 2016-2018. Até agora na vice-presidência da ATP, liderada por João Costa nos últimos oito anos, Paulo Melo foi eleito presidente da associação numa lista de "consenso e continuidade", numa altura em que o sector segue uma trajetória de crescimento depois de ter vivido, em 2015, o melhor dos últimos 13 anos, com as exportações a crescerem 5%, para passarem os 4,8 mil milhões de euros.

A apoiar o trabalho da direção, no Conselho Consultivo, Paulo Melo e a sua equipa têm um grupo multidisicplinar de 20 pessoas em que surgem nomes como os dos antigos ministros Mira Amaral, Valente de Oliveira e Daniel Bessa, que ocuparam as pastas da Indústria, Ordenamento do Território e Economia em Governos do PSD e PS, respetivamente.

Assumindo "o reforço da importância e visibilidade do sector têxtil e vestuário" como grande objetivo estratégico, a nova direção afirma, em comunicado, que este caminho deverá ser feito através dos vectores da modernização e competitividade,"por via da internacionalização das empresas, da qualificação e valorização dos recursos humanos, da inovação tecnológica, da criatividade e da moda, de forma a reposicionar as empresas, os seus produtos e serviços, em patamar cada vez mais elevado na cadeia de valor, e torná-los mais concorrenciais no mercado global".

O novo senhor dos têxteis vai liderar uma das mais importantes associações europeias do sector, uma vez que a indústria têxtil nacional emprega 130 mil trabalhadores diretos e fechou 2015 com um volume de negócios próximo dos 7000 milhões de euros, com as exportações a passarem os 4800 milhões de euros,

Depois de alguns anos em quebra, a fileira vive, aliás, um novo ciclo de crescimento e as exportações, em alta nos últimos quatro anos, prometem manter a tendência em 2016 e passar a barreira dos 5000 milhões de euros, depois dos primeiros quatro meses de 2016 terem fechado com uma subida de 5% nas vendas ao exterior, nos 1700 milhões de euros.