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Finantia admite subida da taxa de juro na zona euro

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Economista britânico membro do Conselho Estratégico do Banco Finantia considera que as taxas de juro vão subir "em breve" na União Europeia.

As taxas de juros europeias "devem inverter a tendência descendente para aumentar a atratividade económica da União Europeia e conseguir cativar investidores estrangeiros", defende o vice-presidente executivo do Banco Finantia, Gonçalo Botelho . E isso deve "acontecer em breve", previu o economista e banqueiro britânico Martin Lee Warner, participante na última conferência anual do Institute of International Finance (IIF), realizada em Madrid.

Na conferência do IIF - que coincidiu com a comemoração do 15º aniversário da presença do Banco Finantia em Espanha, através do Banco Finantia Sofinloc (BFS) - Lee Warner, membro do Conselho Estratégico do Banco Finantia, criticou "o excessivo peso das dívidas soberanas na zona euro", mas admitiu que "o potencial de crescimento da economia na Europa se mantém intacto".

A nível global, o economista considera que "uma China estável e os EUA em recuperação são suficientes para mudar radicalmente a economia mundial, pois não esqueçamos que ambos representam 40% do PIB”.

Contactado pelo Expresso, o vice-presidente do Banco Finantia, Gonçalo Botelho, defende que, "se a União Europeia quer manter a sua atratividade para os investidores internacionais, tem de reagir ao atual enquadramento das taxas de juro em queda, o que implica que o Banco Central Europeu comece a avaliar a oportunidade de subir as taxas de juro na zona euro".

Com agências em Madrid, Barcelona e Valência, o BFS registou 6,6 milhões de euros de lucros em 2015, mais 8% que no exercício anterior, com o volume de depósitos a crescer mais de 15%, para os 324 milhões de euros. Os ativos totais do BFS atingiram em 2015 os 451 milhões de euros, mais 5,3% que no ano anterior.