Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Montepio piora estimativa de crescimento económico para 1,2% em 2016

  • 333

Os economistas do departamento de estudos do Montepio reviram também em baixa, em 0,1 pontos percentuais, a previsão para o crescimento em cadeira do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, para entre 0,4% e 0,6%, devido aos “dados pouco favoráveis” da atividade retalhista e industrial em maio

Lusa

O Montepio divulgou hoje que voltou a piorar a sua estimativa para o crescimento económico do conjunto do ano devido aos impactos do ‘Brexit’, esperando agora que o PIB avance 1,2% no conjunto do ano.

Segundo o relatório semanal divulgado hoje, os economistas do departamento de estudos do Montepio reviram também em baixa, em 0,1 pontos percentuais, a previsão para o crescimento em cadeira do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, para entre 0,4% e 0,6%, devido aos “dados pouco favoráveis” da atividade retalhista e industrial em maio.

Além disso, os riscos descendentes ao crescimento económico foram “intensificados com a vitória do ‘Brexit’ no Reino Unido”, que levou o departamento do Montepio a rever novamente em baixa a estimativa do PIB para 2016, de 1,5% para 1,2%.

Há cerca de duas semanas, o Montepio já tinha piorado a sua estimativa para o PIB deste ano, de 1,7% para 1,5%.

O Montepio explica que a previsão divulgada hoje “tem implícita uma expectável correção, no segundo trimestre, dos fatores pontuais que penalizaram o PIB no primeiro trimestre”, mas que o crescimento médio entre o segundo e o quarto trimestre deverá rondar os 0,4%, quando anteriormente era de 0,6%.

Esta previsão anual fica ligeiramente acima dos 1% previstos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgados na passada quinta-feira, mas abaixo dos 1,3% previstos pelo Banco de Portugal (no início de julho), dos 1,5% previstos pela Comissão Europeia (nas previsões da primavera divulgadas em maio) e afastando-se ainda mais dos 1,8% do Governo (retirados no programa de Estabilidade).

Numa entrevista ao Público na semana passada, o ministro das Finanças, Mário Centeno, admitiu uma revisão das previsões para 2016 em outubro, quando apresentar o Orçamento para 2017, e considerou que o ‘Brexit’ (saída do Reino Unido da União Europeia) é uma alteração que tem de ser considerada como “estrutural na envolvente da economia portuguesa” pelo impacto na União Europeia e pelas “relações fortes e diretas” que Portugal tem com o país.