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Governo disse a sindicato que a CGD vai reduzir 2.500 trabalhadores até 2020

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O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEG) reuniu-se no final da semana passada com o Secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix, para esclarecer a situação

Lusa

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai cortar 2.500 trabalhadores entre 2017 e 2020, através de reformas e saídas por acordo, segundo a informação transmitida pelo Governo ao sindicato que representa os funcionários do banco público.

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEG) reuniu-se no final da semana passada com o Secretário de Estado do Tesouro, Ricardo Mourinho Félix, para esclarecer informações que têm vindo a público sobre o banco público e a reestruturação que deverá acontecer quando a nova administração entrar em funções.

“A redução prevista do número de trabalhadores será da ordem dos 2.500. Embora essa avaliação seja feita pela nova administração e prevendo-se a sua aplicação a partir de 2017 e ao longo de três anos”, lê-se no comunicado do sindicato, hoje divulgado na sua página na Internet, que cita as informações dadas pelo governante no encontro.

Contudo, refere a mesma nota, o governante garantiu que “não haverá despedimentos e que a redução de pessoal será feita por “reformas ou reformas antecipadas, sempre por acordo entre a CGD e o trabalhador”.

Apesar de todos os bancos terem reduzido trabalhadores nos últimos anos, em 2015, o banco com maiores saídas foi precisamente a CGD. O banco público fechou o ano passado com 8.410 trabalhadores em Portugal, menos 448 do que em 2014, os quais saíram sobretudo ao abrigo do programa de reformas antecipadas.

Quanto a encerramento de balcões, que também têm sido falados, Mourinho Félix disse que acontecerão “maioritariamente no estrangeiro”.

Sobre a entrada em funções da nova administração, liderada por António Domingues, ex-administrador do BPI, o secretário de Estado referiu que tal depende da avaliação de idoneidade da equipa de 19 administradores proposta e que isso “estaria para breve”.

Ainda na reunião, segundo o sindicato, o Governo garantiu que defende que a CGD continue com “capital totalmente público” e com “uma dimensão nunca inferior à atual, em termos de quota de mercado, mas que permita apoiar mais as empresas (…) e continuar a ser para a população o fiel depositário das suas poupanças e o seu banco de referência”.

O governante mostrou-se ainda “bastante preocupado com o desgaste da imagem da CGD”, sobretudo decorrente do que se passar na Comissão Parlamentar de Inquérito, cuja tomada de posse dos seus membros acontece esta semana.

O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD termina este comunicado a garantir que “fará tudo para defender a Caixa e os seus trabalhadores”.

A CGD está num processo de mudanças, com mudanças na equipa de gestão e reestruturação do grupo.

O banco precisa ainda de ser recapitalizado, com a imprensa a apontar que o Governo tem discutido com a Comissão Europeia um valor que pode ascender a 5.000 milhões de euros.