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“Não há argumentos para estímulos orçamentais em fases de crescimento”

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Subir Lall, Chefe de missão do Fundo Monetário Internacional

Marcos Borga

O chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) falou com o Expresso no final de mais uma avaliação pós-programa e da tradicional avaliação do artigo IV, numa semana em que a temática das sanções voltou à baila na imprensa europeia. Apesar da revisão em baixa do crescimento este ano para 1%, o FMI continua a apontar para um défice abaixo de 3% do PIB. Subir Lall não se mostra muito preocupado com a meta de défice este ano e prefere apostar numa estratégia credível de médio prazo. Mas avisa que com a economia a crescer, é tempo de ter “boas políticas” e que os estímulos keynesianos funcionam, no máximo, a curto prazo.

O FMI prevê um défice de 2,9%. Não acredita na meta governamental de 2,2%?

A nossa análise de fevereiro já apontava para 2,9%. Neste sentido, mantemos a nossa visão do início do ano. Vai ser preciso tomar medidas adicionais para se aproximarem da meta do défice de 2,2%.

Estes 0,7% do PIB são medidas da ordem dos 1000 milhões de euros.

São. E claro que é muito difícil tomá-las quando já vamos a meio do ano.

Na sua perspetiva, qual é a forma mais fácil de o conseguir? Aumentos no IVA, por exemplo?

Nenhuma delas é fácil.

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