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Está difícil atrair investidores, futuro continua incerto

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Venda do Novo Banco volta a revelar-se um parto difícil. Se não encontrar comprador e a dispersão em Bolsa não avançar, o futuro fica adiado até agosto de 2017

Tiago Miranda

Dois planos de venda do banco em marcha. Processo poderá voltar a ser adiado

O Novo Banco tem de ser vendido até agosto de 2017, mas a carta de compromisso com a Comissão Europeia obriga o Fundo de Resolução a fazer tudo o que for possível para alienar o antigo BES ainda este ano. Não está fácil. O processo de venda deu mais um passo esta semana e os resultados desiludiram. Fora da corrida ficaram o BCP, o Santander e o CaixaBank (maior acionista do BPI), que se admitiu serem candidatos.

Os espanhóis eram dados como favoritos, mas não avançaram. O catalão CaixaBank alegou estar focado na oferta pública de aquisição do BPI. O BCP assumiu-se como interessado, mas recuou. Montou inclusive, sabe o Expresso, uma equipa para estudar o dossiê, onde estavam o Barclays e a KPMG. Se quisesse avançar teria de fazer um aumento de capital, o que penalizou o título no mercado de capitais e desagradava ao maior acionista, a angolana Sonangol, que veria a sua posição diluída. Ainda assim, o banco liderado por Nuno Amado enviou uma carta ao Fundo de Resolução onde diz que, em determinadas situações, poderá equacionar de novo olhar para o Novo Banco. É uma forma de garantir, alega BCP, que o negócio de venda do banco não será feito nos mesmos moldes em que foi alienado o Banif. O Santander comprou o banco fundado por Horácio Roque por €150 milhões, considerado por muitos um preço de saldo.

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