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Best friends forever?

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O Reino Unido que acaba de optar pela saída da União Europeia é o melhor amigo das contas externas portuguesas. Fileiras do turismo, transportes, moda e automóveis entre as mais expostas aos impactos, ainda incertos, do Brexit.

O país que mais contribuiu para o excedente das contas externas portuguesas em 2015 foi o Reino Unido. O saldo entre o que os portugueses receberam e pagaram aos britânicos foi positivo em €3789 milhões, considerando quer a trocas de bens e de serviços (balança comercial), rendimentos de quem trabalha (rendimentos primários), transferências correntes como remessas de emigrantes (rendimentos secundários) ou transferências de capital como ajudas ao investimento, heranças ou perdão de dívidas, além das trocas de marcas, licenças, terrenos e outros recursos naturais (balança de capital).

Os impactos diretos e indiretos do ‘Brexit’ estão ainda por determinar, mas deverão incidir em cheio nas trocas comerciais, dada a potencial quebra da atividade das empresas e do rendimento das famílias britânicas. Ora só no ano passado, Portugal conseguiu lucrar €3583 milhões neste comércio internacional com os britânicos. Em 2015, eles compraram 7% dos bens e 15% dos serviços que Portugal exportou para o mundo inteiro. Nos últimos cinco anos, os exportadores portugueses para o Reino Unido dispararam de 2300 para mais de 3700.


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