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FMI diz que Portugal será pouco afetado pelo Brexit

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FRANCISCO LEONG / AFP / Getty Images

Mesmo que procura britânica de bens e serviços no nosso país abrande, o impato macroeconómico do Brexit será muito reduzido em Portugal

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Portugal, Subir Lall, disse esta quarta-feira que o impacto macroeconómico do Brexit em Portugal será muito reduzido, mesmo que a procura britânica de bens e serviços abrande.

“O impacto macroeconómico do Brexit em Portugal é muito pequeno”, disse Subir Lall, à margem da apresentação do livro “Da crise à convergência: traçar um rumo para Portugal”, editado por Subir Lall e Dmitry Gershenson, economista principal da equipa do FMI que está em Portugal, que decorreu na Nova School of Business and Economics (Nova SBE), no Campus de Campolide, em Lisboa.

O responsável admitiu contudo que no longo prazo esse impacto “vai depender da relação económica que o Reino Unido estabelecer com a União Europeia”.

Sobre o facto do Reino Unido ser o quarto maior cliente de Portugal, o chefe da missão do FMI em Lisboa destacou de facto “o crescimento robusto” das exportações na área do turismo, mas sublinhou que no que diz respeito aos números das exportações de bens e serviços para o Reino Unido, “mesmo que haja um abrandamento da procura o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) português será relativamente reduzido”.

De qualquer forma, alertou que a discussão sobre os impactos só agora vai começar.

Subir Lall afirmou ainda que a saída do Reino Unido da União Europeia, votada no referendo britânico de quinta-feira, criou incerteza nos mercados na sexta e na segunda-feira, mas destacou que a situação já acalmou, admitindo contudo que a incerteza é maior no sistema financeiro.

Durante a sua intervenção no evento, Subir Lall chegou a afirmar que “estar na UE é estar no melhor bairro”.

Os eleitores britânicos decidiram que o Reino Unido deve sair da UE, depois de o Brexit (nome como ficou conhecida a saída britânica da União Europeia) ter conquistado 51,9% dos votos no referendo de quinta-feira.

Logo na sexta-feira, o primeiro-ministro britânico David Cameron anunciou a sua demissão, com efeitos em outubro, e os líderes da UE defenderam uma saída rápida do Reino Unido.