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Constâncio: “Parece que a política orçamental é proibida agora em vários países”

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O vice-presidente do Banco Central Europeu garante que o impacto do Brexit é limitado mas assegura que, no limite, há margem para atuar se necessário. E, se tudo falhar na frente monetária, há sempre a política orçamental

João Silvestre

O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) recusa que o Brexit seja um novo Lehman Brothers, numa alusão ao colapso do banco que marcou a crise financeira em 2008, e assegura que a política monetária ainda tem armas para usar. “Não foi um novo momento Lehman, (ao contrário do que disse Alan Greenspan [ex-presidente da Reserva Federal dos EUA]”, disse Vitor Constâncio hoje em Sintra, no fórum do BCE.

“Não vimos fragmentação no mercado de obrigações, com pressão na periferia”, sublinhou Constâncio lembrando que os estragos maiores aconteceram “nas ações dos bancos”. Para isto contribuiu o BCE cuja politica, na opinião do responsável do BCE, “teve um efeito estabilizador nesta situação”.

E se a situação se degradar? A pergunta que todos faziam naquele momento, também Constâncio a colocou em voz alta a si próprio. E deu a resposta. O BCE já usou muitas armas mas, assegurou, “ainda temos instrumentos na nossa caixa de ferramentas”. E no fim da linha, defendeu citando vários trabalhos académicos, é a política orçamental que funciona. E disse-o recordando que, apesar de ser um resultado frequente na investigação económica, parece que a política orçamental é proibida agora em vários países”.