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Novo Banco já começou a pagar aos emigrantes lesados

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PEDRO NUNES / LUSA

O Novo Banco divulgou na CMVM que está concluída a implementação da solução comercial para os detentores de ações preferenciais dos veículos Poupança Plus 6, Top Renda 4, Top Renda 5, Top Renda 6, Top Renda 7 e EuroAforro 8, na sua maioria emigrantes

Os clientes com poupanças nestes veículos que acordaram com o Novo Banco uma solução comercial que lhes permite recuperar até 90% das suas aplicações já começaram a receber os valores previstos. Trata-se de 80,8% dos cerca de 7500 clientes que aceitaram a proposta. O total aplicado ascendia a 720 milhões de euros.

São sobretudo clientes emigrantes detentores de ações preferenciais dos respetivos veículos que agora estão a receber uma parte em obrigações seniores do Novo Banco e uma outra parte em depósitos a prazo.

O Novo Banco divulgou, através de comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que a liquidação em espécie das ações preferenciais do veículo EuroAforro 8 ficou "no âmbito da solução comercial, totalmente implementada", como já tinha sido "comunicado a 19 de abril.

A 22 de Junho e depois do comunicado de 4 de março, o Novo Banco, esclarece que havia sido transmitida "a expectativa de que o processo de liquidação e implementação da solução comercial para os restantes veiculos fosse concluído no decorrer do mês de junho", o que já aconteceu, segundo refere o banco liderado por Eduardo Stock da Cunha. Acrescentando que todos os clientes "que aderiram à solução comercial receberam as obrigações seniores do Novo Banco e sido constituídos depósitos a prazo".

Recorde-se que a proposta apresentada previa a recuperação das poupanças até 90% do capital aplicado, sendo numa primeira fase transferidos para os clientes 60% do investimento em obrigações seniores Novo Banco ao valor de mercado e o diferencial entre este valor em depósitos a prazo. O restante -- até perfazer os 90% das aplicações - será pago durante seis anos.

Por exemplo, um cliente que investiu 100 mil euros, pode ter recebido 40% em obrigações e 20% do investimento convertido num depósito a prazo no qual não pode mexer durante dois anos. Estes percentuais têm a ver com o valor de mercado das obrigações, correspondente ao que haviam aplicado no veículo.