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Brexit faz subir juros da dívida acima de 3,7%

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos abriram esta sexta-feira a subir para 3,7%, um máximo do mês. A vitória do Brexit está a provocar um 'efeito tesoura' na zona euro. Os juros dos periféricos sobem e os juros da Alemanha fixam novos mínimos em terreno negativo

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das Obrigações do Tesouro português (OT), no prazo de referência a 10 anos, abriram a sessão de sexta-feira no mercado secundário da dívida soberana a disparar para 3,71%, um novo máximo do mês. Trata-se de uma subida de 62 pontos base em relação ao fecho na quinta-feira, quando se aproximaram de 3%. Pelas 9h (hora de Portugal) baixaram para 3,43%, permanecendo 34 pontos base acima do encerramento de ontem. Recorde-se que os máximos do ano foram registados a 11 de fevereiro, durante o contágio do pico da crise grega, com as yields das OT a 10 anos acima de 4%.

A vitória do Brexit no referendo britânico de ontem está a provocar um ‘efeito tesoura’ no mercado secundário da dívida soberana da zona euro. As yields das obrigações dos periféricos estão a subir, enquanto que as relativas às obrigações das economias do centro registam descidas.

Mínimos históricos na Alemanha e Reino Unido

Fruto dessa descida, as yields das obrigações alemãs a 10 anos (designadas por Bunds) caíram, de novo, para terreno negativo, já tendo fixado um novo mínimo histórico de -0,17% esta sexta-feira. O mínimo anterior estava em -0,038% e registou-se em meados deste mês, quando as yields das Bunds fecharam em terreno negativo durante três dias consecutivos, em 14, 15 e 16 de junho.

No Reino Unido registou-se um mínimo histórico nas yields das obrigações a 10 anos que desceram para 1,018% durante a abertura desta sexta-feira.

O primeiro-ministro britânico anunciou esta sexta-feira que abandonará o cargo em outubro após a conferência do Partido Conservador escolher um novo líder. O governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney, anunciou que o banco central poderá disponibilizar 250 mil milhões de libras (cerca de 312 mil milhões de euros) em fundos adicionais. O Banco Nacional Suíço admitiu esta manhã que interveio no mercado cambial.