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António Saraiva: “É uma oportunidade para mudar o que não está bem na UE”

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Confederação Empresarial de Portugal considera que o resultado do referendo no Reino Unido requer uma nova ambição para a União Europeia (UE) e define cinco prioridades

A CIP – Confederação Empresarial de Portugal respeita a vontade expressa pelos votantes no referendo britânico, mas lamenta profundamente que tenha vencido a opção de o Reino Unido abandonar a União Europeia. O Reino Unido é o mais antigo aliado de Portugal e essa herança histórica não se pode perder. É necessário assegurar que as relações politicas e económicas entre os dois países se reforçam, diz em comunicado.

O presidente da CIP, António Saraiva, afirma que “Este é um dia triste para a Europa, mas é preciso seguir em frente e as empresas portuguesas continuarão a acreditar na União Europeia e nos ideais que esta representa”.

“Este é um momento histórico. O período que se segue na União terá de ser enfrentado com ponderação, para que os fatores de instabilidade não sejam reforçados”, diz António Saraiva, acrescentando que este “é o momento para Portugal e os restantes Estados-Membros reafirmarem o seu compromisso para com a União Europeia e os seus principais pilares económicos: o Mercado Único e o Euro.A decisão do Reino Unido realça fragilidades e incertezas do projeto europeu, mas temos de encarar este momento como uma oportunidade para mudar o que não está bem na U.E.”.

A CIP acrescenta que este referendo motivou o debate, alargado, sobre o tipo de União Europeia que queremos construir e sobre a necessidade de reforçar os valores da inclusão e da solidariedade, essenciais para a contínua adaptação da União Europeia e das suas políticas.Foram evidenciados aspetos do processo de construção europeu que têm de ser trabalhados e melhorados. Na perspetiva da CIP, estes aspetos incluem:

  1. Concretizar uma legislação mais eficaz e políticas que favoreçam a competitividade, tanto ao nível europeu como nacional, para a promoção do crescimento e do emprego;
  2. Concluir a União Económica e Monetária Europeia;
  3. Definir e implementar uma estratégia global coerente que tenha em conta o enquadramento da Europa no mundo, que inclua um forte pilar económico (a UE deve falar a uma só voz no que diz respeito às relações externas, política de segurança, e quando negoceia acordos de comércio e investimento);
  4. Salvaguardar os Acordos de Schengen, apresentando respostas verdadeiramente europeias à crise de refugiados e à gestão eficiente das fronteiras externas da União;
  5. Fomentar o investimento, com a aplicação de ferramentas como o “Plano Juncker”, para que as empresas continuem a ser o motor do crescimento económico europeu.

Estes são desafios atuais, ainda mais prementes, que marcarão o futuro económico europeu e são a base para o debate na conferência internacional sobre O Futuro da Indústria na Europa que a CIP e a BUSINESSEUROPE realizam a 1 de Julho, em Lisboa.