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BCE levanta proibição aos bancos gregos

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A partir de 29 de junho a banca helénica pode voltar a usar como colateral os títulos de divida pública do país para recorrer às linhas de financiamento normais do Banco Central Europeu. A suspensão tinha sido imposta a 4 de fevereiro do ano passado

Jorge Nascimento Rodrigues

O Banco Central Europeu (BCE) comunicou quarta-feira à noite que decidiu levantar a suspensão de uso de colateral especulativo pelos bancos da Grécia no recurso às linhas de financiamento normais, incluindo a nova série da linha TLTRO (financiamento direcionado para empréstimos dos bancos à economia real) cujo primeiro leilão abriu ontem.

O restabelecimento do regime de exceção que permite aos bancos helénicos usar como colateral títulos da dívida pública grega considerados pelas principais agência de notação como especulativos entra em vigor a 29 de junho. A suspensão havia sido imposta a 4 de fevereiro de 2015, aquando do pico da crise grega.

Durante o período de suspensão, os bancos gregos só puderam usar aquele colateral especulativo no recurso ao financiamento via linha de assistência de liquidez de emergência (conhecida pelo acrónimo ELA, do inglês Emergency Liquidity Assistance), que impunha um adicional de custo na ordem de 150 pontos base acima dos juros nas linhas de financiamento normais do BCE.

Segundo cálculos de Manos Giakoumis, economista-chefe do site grego Macropolis, o montante de títulos públicos gregos elegíveis deve rondar os 9,3 mil milhões de euros, e, tendo em conta, o haircut a ser aplicado nessas operações pelo BCE, os bancos helénicos deverão ter possibilidade de acesso a uma liquidez de 5 a 6 mil milhões de euros. Em termos anuais, o restabelecimento da exceção deverá permitir uma poupança de 75 a 90 milhões de euros em juros pelos bancos