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Hotéis de Lisboa ainda sem reservas para a Web Summit

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Marcos Borga

37% dos hotéis ainda não recebeu qualquer pedido, e os restantes só pré-reservas. O maior impacto na conferência de novembro com 50 mil pessoas é esperado no alojamento local

"Para nós, hoteleiros, a Web Summit é um grande mistério", salientou Cristina Siza Vieira, presidente executiva da Associação na Hotelaria de Portugal (AHP), na apresentação dos resultados dos hotéis no primeiro quadrimestre, perspetivas do verão e impactos esperados com os grandes eventos.

O inquérito da AHP aos hoteleiros revela que 37% dos hotéis de Lisboa não recebeu ainda quaisquer reservas para a conferência Web Summit, e os restantes hotéis receberam apenas 'pré-reservas' (não sinalizadas, e que a qualquer momento podem ser canceladas).

"Estamos quase em julho, e para um evento que se realiza em novembro, ficámos um pouco surpreendidos com estes resultados", admite Cristina Siza Vieira. "Quando a vinda do Papa em 2017 já está a ter impacto na hotelaria, realmente é surpreendente não haver ainda registo para a Web Summit".

Segundo a responsável da associação dos hotéis, a conferência internacional de empreendedorismo e inovação, que se espera trazer a Lisboa 50 mil pessoas em novembro, "vai ter o seu maior impacto no alojamento local, até porque foi anunciado aos quatro ventos que esta vaga de congressistas dá preferência à 'sharing economy' e partilha de experiências também ao nível do alojamento".

Cristina Siza Vieira admite que as reservas de última hora possam vir a disparar até à conferência e frisa que "é evidente que a Web Summit vai ter impacto, pois novembro não é um mês muito bom para o turismo, e as pessoas ainda estão com expectativas que é uma oportunidade para a hotelaria".