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Garantia Mútua: Taxa de sinistralidade é de 6,4%

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O sistema de garantia mútua regista incobráveis de 15 milhões de euros

A sinistralidade do sistema português de garantia mútua tem registado uma evolução favorável e situa-se atualmente nos 15 milhões de euros. As perdas acumuladas reduziram-se em um milhão de euros face a 2015, traduzindo uma taxa de sinistralidade de 6,4%.

São números que “comparam bem com as melhores práticas do sector e ficam abaixo dos indicadores que a banca portuguesa exibe", conclui um estudo da Universidade Católica Portuguesa (UCP) sobre o impacto económico do Sistema Nacional de Garantia Mútua (SNGM) que amanhã, quinta-feira, será apresentado no Porto.

A apresentação decorre no âmbito do encontro anual da AECM - Associação Europeia de Garantia Mútua que levou a a que 300 representantes de sociedades de garantia de crédito para PME de 30 países viajassem até à cidade do Porto.

Carteira com 91 mil garantias

A carteira viva das quatro sociedades do SNGM registava no fim do primeiro trimestre 91.050 garantias (mais 9.236 que em 2015), envolvendo mais de 3,2 mil milhões de euros de crédito (crescimento homólogo de 372 milhões de euros). Desde a sua criação, em 1994, o sistema de garantia mútuo induziu um investimento de 23 mil milhões de euros no tecido empresarial português.

O estudo da UCP realça que o sistema tem ajudado pequenas e médias empresas a aceder ao crédito para investir e exportar e contribuído “para baixar os custos de financiamento” das PME aderentes. Seguindo a tendência dos últimos anos, os sectores que em 2016 mais beneficiam do SNGM são a indústria transformadora (33%), comércio (32%) e construção (8%).

A garantia mútua é um instrumento financeiro que tem como desígnio facultar às PME melhores condições de acesso ao crédito, com prazos e taxas adequados aos seus ciclos de exploração. O sistema português conta com uma holding pública (SPGM-Sociedade de Investimento) que gere os serviços partilhados e o fundo público de contragarantia das quatro sociedades privadas com quem as PME celebram contratos.