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CGD: Estava à espera dos números de Centeno? Então continue

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Luis Barra

Conferência de imprensa desta tarde do ministro das Finanças não trouxe novidades sobre o valor do aumento de capital, despedimentos ou encerramento de balcões. Mário Centeno sublinhou que o plano de negócios e de recapitalização estão ser discutidos com as autoridades e serão conhecidos “oportunamente”

Mário Centeno não revelou esta tarde o valor previsto no plano de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD), que ainda está a ser negociado em Bruxelas, sublinhando que será feito em várias fases e vai durar até 2020.

Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças disse que o Estado fará “um aumento de capital na Caixa como se fosse um investimento”, esclarecendo que o Novo Banco está totalmente fora deste processo de recapitalização, que está a ser negociado com a Comissão Europeia. “Os planos de negócio e de reforço de capital estão a ser discutidos, com o compromisso de ser explicado com maior detalhe quando for oportuno ”, afirmou Mário Centeno aos jornalistas, na sede no Ministério das Finanças.

“É muito importante e eu tenho referido isso nas últimas intervenções que eu fiz sobre este tópico, que só assim [sem adiantar números] permitirá que a negociação com as autoridades quer de regulação, quer de supervisão decorram num ambiente de tranquilidade, no sentido de cumprir o caminho institucional que estas discussões merecem”, justificou.

Segundo Centeno, o retorno da recapitalização deve fazer-se nos primeiros anos do plano de estabilização da Caixa, que vai durar até 2020

Os 900 milhões de obrigações conversíveis em capital contigente – designadas por CoCos – serão transformados em capital, explicou ao Expresso o ministro das Finanças.

Centeno disse ainda que o objetivo do Governo é que a Caixa regresso aos lucros nos próximos cinco anos, contribuindo no futuro para a “credibilidade e estabilidade do sistema financeiro”.

O redimensionamento da CGD não tem expectativas de despedimentos de trabalhadores do banco , mas prevê o redimensionamento do número de balcões que terá como base um processo de seleção “muito criterioso, refere o ministro, explicando que a redução do quadro de efetivos será feito num período muito longo de tempo, pois não é um processo para ser concretizado num só momento e será conduzido da mesma forma como têm decorrido na restante banca nacional. “Todos estamos atentos ao plano em discussão, ainda é prematuro avançar com números”, insistiu.

Sobre a auditoria forense, Centeno afirma que é "uma decisão que os partidos tomam" no parlamento e não faz parte do trabalho desenvolvido pelas Finanças para estabilizar a Caixa.

A nova administração da CGD liderada por António Domingues entrará em funções em julho.