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Ações da Pharol afundaram mais de 40% no regresso à negociação em bolsa

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José Carlos Carvalho

A empresa portuguesa teve esta quarta-feira uma forte desvalorização, depois de na terça-feira ter sido anunciado um processo de recuperação judicial pela brasileira Oi, da qual a Pharol é acionista

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

As ações da Pharol SGPS regressaram esta quarta-feira às 10h à negociação em bolsa, depois da suspensão decretada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mas o regresso ao mercado traduziu-se numa queda superior a 40%.

A cotação dos títulos da Pharol, que estava em 12,8 cêntimos por ação antes da suspensão da CMVM, caiu esta quarta-feira às 10h para os 8 cêntimos, recuando um minuto depois para 7,5 cêntimos, com uma desvalorização de 41% face à cotação da véspera.

Pouco depois as ações da Pharol recuperaram parte do valor, chegando a cotar nos 10 cêntimos às 10h15.

A queda da cotação dos papéis da empresa acontece depois de ontem ter sido anunciado o início de um processo de recuperação judicial da Oi, empresa brasileira de telecomunicações da qual a Pharol é acionista, com uma participação em torno de 27%.

O processo de recuperação, que ainda tem de ser aprovado em assembleia geral de acionistas da Oi a 22 de julho, visa proteger a companhia brasileira de processos de execução de dívidas aos credores. De acordo com a Pharol, essas dívidas ascendem atualmente a 65 mil milhões de reais, ou 17 mil milhões de euros.

  • Os títulos da empresa que junta os antigos acionistas da PT foram suspensos na terça-feira, devido ao anúncio pela Oi de um processo de recuperação judicial. Após a Pharol ter revelado os detalhes do processo a CMVM aprovou a retoma da negociação das ações da empresa

  • Há €231 milhões de antigas obrigações da PT, hoje na Oi, em risco

    A administração da operadora brasileira Oi, a braços com uma dívida de 65 mil milhões de reais, está sob pedido de proteção judicial de credores. Há em risco o pagamento de obrigações da antiga PT, no montante de €231,2 milhões, referentes a uma emissão de €400 milhões feita em 2012. A Oi, com quem a PT se fundiu em 2014, será alvo de um profundo processo de reestruturação. As ações da portuguesa Pharol, maior acionista da Oi, estão suspensas