Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Botton admite negociações com a Carlyle

  • 333

Os zigue-zagues de informação do processo de aumento de capital da Logoplaste voltam a supreender: afinal nem toda a informação do El Economista estava errada. A empresa está a preparar um aumento de capital e o fundo norte-americano é um dos interessados.

O fundo de investimento Carlyle está na corrida ao processo de aumento de capital da Logoplaste. Apesar de o presidente executivo da Logoplaste, Filipe de Botton, ter afirmado esta manhã ao Expresso que as informações publicadas sobre o assunto - citando o jornal espanhol El Economista, que divulgou que a Carlyle estava a negociar a entrada na Logoplaste, avaliando a empresa portuguesa em 660 milhões de euros - eram "falsas", estavam "erradas" e que nenhuma tinha os dados corretos, a verdade é que o fundo de investimento Carlyle é um dos investidores que estão em negociações para entrar no capital do grupo que produz embalagens plásticas.

Horas depois, Filipe de Botton explicou ao Expresso que o processo de aumento de capital ainda não está concluído, pois admitiu que só deve estar pronto em setembro ou outubro.

Por outro lado, o gestor defende que o processo de aumento de capital "é totalmente diferente" de uma venda, destinando-se a "financiar o crescimento da atividade da Logoplaste" em vez de ser uma mera alienação de participações sociais.

Num novo contacto com o Expresso, Filipe de Botton explicou as razões que o levam a afirmar que a notícia do El Economista não é certa, argumentando que o processo de negociação com a Carlyle não está concretizado, refere um banco - o Credit Suisse - "que já não está neste processo", e dá a ideia que a Carlyle será o único novo acionista, quando estamos interessados em abrir o capital a vários acionistas".

Mas, para Botton, a questão fundamental da notícia do El Economista é que transmite uma ideia de que as negociações estão fechadas, quando o processo de aumento de capital não está concluído, admitindo que até "setembrou ou outubro" pode haver alterações significativas.

O El Economista recorda que, em Espanha, a Logoplaste fabrica as garrafas plásticas do detergente Fairy, dos batidos da Central Lechera Asturiana, da manteiga Flora e do ketchup Heiz, e que tem sete fábricas no mercado espanol.

O jornal espanhol também diz que a família Botton - dona da Logoplaste - queria vender 30% a 50% do capital da Logoplaste a um novo sócio, recordando que, há dois anos, a Logoplaste tinha apresentado uma oferta pela divisão de embalagens da La Seda de Barcelona, que não atingiu os valores mínimos fixados no respetivo concurso público da La Seda. O El Economista diz que a Logoplaste pretende duplicar de tamanho a nível mundial - atualmente tem 57 fábricas em 16 países - nos próximos três anos.