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Bolsas. Nova Iorque abre em terreno positivo. Lisboa lidera quedas na Europa

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As bolsas de Nova Iorque abriram esta terça-feira com ganhos ligeiros. Na Europa, a maioria das principais praças financeiras regista ganhos, mas Londres e Madrid estão abaixo da linha de água. Índice PSI 20 da Bolsa de Lisboa recua mais de 1%. Brexit volta a liderar

Jorge Nascimento Rodrigues

Wall Street abriu em terreno positivo esta terça-feira, com ganhos ligeiros. O índice Dow Jones 30 subia 0,2% e o índice S&P 500 avançava 0,23% pelas 14h30 (hora de Portugal), na abertura das bolsas de Nova Iorque. Na bolsa das tecnológicas, o índice geral do Nasdaq subia 0,19%.

Na Europa, a trajetória da maioria das principais praças financeiras é positiva, mas Londres e Madrid estão em terreno negativo, à hora de abertura de Nova Iorque. Milão e Zurique registam variações acima e abaixo da linha de água. Em virtude da volatilidade nestas quatro bolsas europeias ao longo da sessão, a trajetória de fecho ainda não está definida.

A liderar as subidas, o índice geral da bolsa de Atenas que avança 4,3%, no dia em que o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) anunciou o desembolso da tranche de 7,5 mil milhões de euros, com as visitas do presidente da Comissão Europeia e do diretor-geral do MEE a Atenas.

A liderar as quedas, o índice PSI 20 da bolsa de Lisboa, que perde 1,1%, com os títulos do BCP a caírem 7,5% e a valerem, de novo, menos de 2 cêntimos. Algumas bolsas de menor importância estão no vermelho na União Europeia: Estocolmo, Helsínquia, Oslo e Varsóvia. Os dois principais índices da bolsa de Moscovo estão, também, no vermelho.

A zona euro recebeu esta terça-feira quatro boas notícias: o Tribunal Constitucional da Alemanha deu luz verde ao programa OMT do Banco Central Europeu, encerrando um processo de cinco queixas que levava quatro anos; o MEE desembolsou a primeira parte da segunda tanche do terceiro resgate a Atenas; o índice de "sentimento económico" na zona euro, divulgado pelo centro de investigação ZEW, subiu de 16,8 em maio para 20,2 em junho; e o índice ZEW similar para a Alemanha deu um salto de 6,4 para 19,2 no mesmo período.

O “Brexit Poll Tracker” do jornal britânico “Financial Times” voltou a colocar o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), com 45% das intenções de voto no referendo de quinta-feira, à frente da opção pela permanência com 44%, na mais recente atualização desta terça-feira. De manhã, as intenções estavam empatadas em 44%.

Perante a Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, assegurou, ao início da tarde, aos deputados que o banco da moeda única está preparado para fazer face a qualquer emergência derivada do referendo britânico na quinta-feira.