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Bolsa de Lisboa em baixa com BCP a cair quase 4% para 0,0205 euros

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O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, estava esta terça-feira em baixa, com o BCP a liderar as perdas, a cair quase 4%, mas para 0,0205 euros

Cerca das 09:00 em Lisboa, o PSI20 estava a descer 0,25%, para 4.653,64 pontos, com dez 'papéis' a desvalorizarem-se, quatro a subirem, três inalterados e um suspenso (Pharol).

Além dos 'papéis' do BCP, que terminaram no mínimo de sempre de 0,0179 euros em 16 de junho, os da Sonae Capital e da Sonae SGPS eram outros dos que registavam maiores decréscimos na cotação, estando a cair 2,07%, para 0,568 euros, e 1,71%, para 0,807 euros, respetivamente.

No mesmo sentido, as ações do BPI estavam a cair 0,54%, para 1,109 euros, abaixo do preço de 1,113 euros da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do CaixaBank sobre as ações do banco que ainda não controla.

No outro extremo da tabela, a EDP Renováveis estava a subir 0,66% para 6,821 euros.

Entretanto, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) anunciou hoje, em comunicado, a suspensão da negociação das ações da Pharol e da emissão de "Obrigações PT Taxa Fixa 2012/2016".

No comunicado divulgado na sua página na Internet, a CMVM adianta que os valores mobiliários da Pharol e da Portugal Telecom Internacional Finance ficam suspensos até à divulgação de informação relevante relativa ao pedido de recuperação judicial das Empresas Oi.

A empresa de telecomunicações brasileira Oi entregou na segunda-feira um pedido de recuperação judicial na comarca da capital do estado do Rio de Janeiro para tentar manter a continuidade do negócio, segundo um comunicado emitido por aquela entidade.

Segundo o comunicado, o "pedido de recuperação foi ajuizado em razão dos obstáculos enfrentados pela administração da empresa para encontrar uma alternativa viável junto dos seus credores".

"O total dos créditos com pessoas não controlados pela Oi listados nos documentos protocolados com o pedido de recuperação judicial soma, nesta data, aproximadamente 65,4 mil milhões de reais (17 mil milhões de euros)", salienta Oi no comunicado.

A empresa refere também, no comunicado, que o pedido de recuperação judicial é, neste momento, o mais "adequado" para preservar a continuidade da oferta dos serviços aos clientes, preservar o valor da Oi, manter a continuidade do negócio e da sua função social.

A Oi vendeu em 2015 a PT Portugal à empresa francesa Altice.

A Pharol, antiga PT SGPS, detém cerca de 27% da operadora de telecomunicações brasileira Oi.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje de manhã mistas, enquanto várias sondagens continuam a apontar para uma inversão do resultado do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia da próxima quinta-feira, com os apoiantes da manutenção do país a consolidarem-se na dianteira.

Esta semana, os investidores e analistas vão estar pendentes dos resultados do referendo no Reino Unido, que se realiza na quinta-feira, e das eleições legislativas em Espanha, marcadas para o próximo domingo.

Mas entretanto, os investidores vão estar atentos hoje às declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, que comparece na comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu.

A presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Janet Yellen, também intervém esta terça-feira para analisar a política monetária e as perspetivas económicas do país.

Hoje também deverá ser conhecida a sentença do Tribunal Constitucional alemão sobre os processos apresentados contra o programa de compra de dívida do BCE elaborado em 2012.

Em Nova Iorque, os mercados de Wall Street terminaram em alta na segunda-feira, com o Dow Jones a subir 0,73%, para 17.804,97 pontos, depois de ter avançado a 19 de maio passado até aos 18.312,39 pontos, o atual máximo de sempre desde que foi criado.

A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de divisas de Frankfurt, a cotar-se a 1,1333 dólares, contra 1,1342 dólares na segunda-feira.

O barril de petróleo Brent, para entrega em agosto, também abriu esta terça-feira em baixa, mas a cotar-se a 50,30 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,69% do que no encerramento da sessão anterior.