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Bolsas. Ásia e Europa em alta com recuo de risco de Brexit

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A bolsa de Tóquio liderou esta segunda-feira as subidas na Ásia Pacífico. Na Europa, o índice Ibex 35 da bolsa de Madrid toma a dianteira. PSI 20 em linha com a trajetória altista europeia. Sondagens dão empate entre Brexit e permanência do Reino Unido na União Europeia. Preço do Brent acima de 50 dólares

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da Ásia Pacífico e da Europa registam esta segunda-feira subidas pela segunda sessão consecutiva. Com o recuo do risco de Brexit, em virtude de as sondagens mais recentes apontarem para um empate entre a saída e a permanência do Reino Unido na União Europeia no referendo da próxima quinta-feira, o movimento altista nas praças financeiras asiáticas e europeias, iniciado na sexta-feira passada, está a prosseguir esta segunda-feira.

O índice nipónico Nikkei 225 liderou as subidas na Ásia Pacífico, registando um avanço de 2,34%. Na Europa, as bolsas abriram com fortes subidas. O Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) abriu a ganhar mais de 3%. O índice Ibex 35, da bolsa de Madrid, lidera as subidas nos principais índices, registando um avanço de mais de 3%.

O índice PSI 20, da bolsa de Lisboa, segue a trajetória europeia, abrindo a ganhar 2,8%. Os títulos do BCP sobem 9%, prosseguindo a trajetória de subida iniciada na sexta-feira, depois de sete sessões consecutivas a cair.

Apesar da vitória do Movimento 5 Estrelas de Beppe Grillo nas eleições municipais em Roma e Turim na segunda volta que se realizou este domingo, a bolsa de Milão regista uma subida de 3,3% do índice Itália 40.

Os futuros em Wall Street estão em terreno positivo, indiciando uma abertura em alta pelas 14h30 (hora de Portugal), depois de uma sexta-feira em que as bolsas de Nova Iorque perderam 0,3%.

O preço do barril de petróleo de Brent prossegue a trajetória de subida desde 17 de junho e já está acima de 50 dólares.

Três eventos de risco

Esta semana vai estar carregada de eventos de risco, na linguagem dos analistas financeiros.

Já na terça-feira, o Tribunal Constitucional alemão vai divulgar a sua sentença sobre se há ou não uma violação da lei alemã por parte do programa OMT (permitindo a compra ilimitada no mercado secundário de dívida pública dos membros da zona euro com stresse financeiro) anunciado pelo Banco Central Europeu (BCE) em 2012 substituindo o anterior programa SMP, que limitava as aquisições. Um parecer jurídico emitido em janeiro do ano passado pelo advogado-geral do Tribunal Europeu de Justiça no Luxemburgo considerou que o programa não viola nem a lei europeia nem o mandato do BCE. Entretanto, uma nova queixa já foi apresentada contra a participação do Bundesbank, banco central alemão, no programa do BCE de compra de dívida pública no mercado secundário em vigor desde março de 2015. A política monetária liderada por Mario Draghi tem sido alvo de críticas crescentes de políticos alemães. Mesmo o presidente do Bundesbank, ainda que defendendo a independência do BCE, tem feito eco do “nervosismo crescente” na Alemanha.

A 22 de junho, o BCE anuncia o primeiro leilão da segunda série da linha de financiamento conhecida pelo acrónimo TLTRO, cujos resultados serão divulgados dois dias depois. A dimensão da participação dos bancos da zona euro será escrutinada pelos analistas, tanto mais que esta nova linha de financiamento permite juros negativos até ao nível da taxa de remuneração dos depósitos que está em -0,4%.

A 23 de junho decorre o referendo britânico e os resultados serão conhecidos no dia seguinte.