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Pestana quer mais 20 hotéis em quatro anos

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PARCERIA COM RONALDO. Os hotéis que Dionísio Pestana vai fazer em conjunto com o futebolista prometem dar um salto de visibilidade ao grupo

FOTO LUÍS COELHO

Grupo português prevê atingir a “meta simbólica” dos 100 hotéis até 2020, e tem planos para investir €170 milhões, dentro e fora de Portugal

Este vai ser o maior ciclo de crescimento que o grupo Pestana alguma vez teve em tão curto espaço de tempo”, garante José Roquette, administrador do grupo hoteleiro para a área de Desenvolvimento, frisando que, face aos projetos em carteira, os próximos quatro anos vão abrir uma nova etapa “de muita, muita vitalidade para o grupo”.
Até 2020, o grupo Pestana tem projetos para abrir mais 20 hotéis, que vão trazer um acréscimo de mais três mil quartos, e estender a marca a 20 países (atualmente o grupo está presente em 15 países). Esta nova etapa de expansão envolve investimentos globais de €170 milhões, dos quais €100 milhões fora de Portugal.

MADRID. Para o grupo português, que vai abrir um hotel na Plaza Mayor, Espanha era uma ambição antiga

MADRID. Para o grupo português, que vai abrir um hotel na Plaza Mayor, Espanha era uma ambição antiga

A “ambição” desta nova fase expansionista para os próximos anos é afirmar o grupo como cadeia internacional com uma marca forte e reconhecida, mas “mantendo intacta a liderança em Portugal”, como sublinha José Roquette.

“Portugal é o país onde estamos a investir mais”, salienta o administrador do grupo Pestana, lembrando que “o investimento hoteleiro é gerador de muito emprego, de muitos impostos e de muita exportação”.

FUNCHAL. O grupo Pestana vai abrir no final do mês na Madeira o primeiro hotel da marca CR7, que resulta da parceria com Cristiano Ronaldo

FUNCHAL. O grupo Pestana vai abrir no final do mês na Madeira o primeiro hotel da marca CR7, que resulta da parceria com Cristiano Ronaldo

A nível internacional, os novos projetos do grupo envolvem a abertura de hotéis em Amesterdão (Holanda), Marraquexe (Marrocos), Nova Iorque e Newark (Estados Unidos), Montevideu (Uruguai), Barra da Tijuca no Rio de Janeiro (hotel no Brasil que irá abrir para as próximas Olimpíadas), além de dois hotéis em Madrid, capital espanhola, na Gran Via e na Plaza Mayor.

Em Portugal, “o crescimento também vai ser muito significativo”, tendo o grupo em carteira 10 novos hotéis, “em diferentes fases de investimento e em localizações que vão desde Lisboa e Porto, à Madeira, Porto Santo, Açores, Algarve ou Troia. “Tudo somado, 56% dos quartos novos serão em Portugal, o que representa um crescimento muito significativo”, faz notar Roquette.

LISBOA. O hotel CR7 na Baixa lisboeta também está pronto a inaugurar este ano

LISBOA. O hotel CR7 na Baixa lisboeta também está pronto a inaugurar este ano

O destaque vai para os quatro novos hotéis que o grupo Pestana vai abrir em parceria com Cristiano Ronaldo, sob a marca CR7. O hotel CR7 no Funchal irá abrir já no final deste mês, e o hotel na Baixa de Lisboa também vai ser inaugurado este ano. A parceria entre o jogador de futebol e o hoteleiro Dionísio Pestana, ambos madeirenses, também inclui a abertura de hotéis em Madrid (na Gran Via) e em Nova Iorque, na Times Square.

“Esta extraordinária parceria com Cristiano Ronaldo vai dar à marca Pestana uma grande visibilidade internacional e obrigou-nos a evoluir, também no sentido de nos repensarmos como grupo”, reconhece José Roquette.

NOVA IORQUE. Um hotel em plena Times Square também faz parte dos projetos de Dionísio Pestana e Cristiano Ronaldo

NOVA IORQUE. Um hotel em plena Times Square também faz parte dos projetos de Dionísio Pestana e Cristiano Ronaldo

“Há cinco anos não imaginávamos que Portugal merecesse este reforço tão grande de investimento”, enfatiza o administrador do grupo Pestana, frisando que o grupo hoteleiro “não podia ficar fora desta etapa de grande crescimento turístico do país”.
Além de 2016 “em que vamos ter os melhores resultados de sempre”, e de 2017 que também se prevê de crescimento, também 2018 e 2019 “vão ser anos de saltos muito significativos para o turismo em Portugal”, antecipa o responsável.

“É preciso olhar este momento turístico em Portugal com alguma lucidez, apesar dos ventos favoráveis”, alerta Roquette. “estas turbulências da Primavera Árabe tiraram do mercado três ou quatro concorrentes fortíssimos para Portugal e Espanha, e o nosso país soube aproveitar. Mas estes concorrentes, como Turquia, Egito, Tunísia ou a própria Grécia, vão voltar em força ao mercado dentro de alguns anos, e de forma agressiva. Hoje o grande desafio que se coloca a Portugal é saber fidelizar esta clientela e promover-se como destino seguro, com boa gastronomia e serviço, e competitivo em preço”.

PORTO SANTO. Os novos projetos do grupo Pestana incluem mais hotéis no arquipélago da Madeira

PORTO SANTO. Os novos projetos do grupo Pestana incluem mais hotéis no arquipélago da Madeira

José Roquette chama a atenção para a “extraordinária evolução” do grupo português, que em 43 anos conseguiu atingir um portefólio de 87 hotéis e estar presente em 15 países em três continentes.

“O grupo saiu de uma ilha, daí seguiu para o continente e depois foi para o mundo”, resume. O objetivo para os próximos anos é prosseguir a expansão para as capitais europeias e os Estados Unidos. “A Europa representa um grande sonho para Dionísio Pestana (presidente do grupo), tal como o desafio do sonho americano, que vai influenciar muito os nossos próximos cinco anos de trabalho”, adianta o administrador do grupo hoteleiro.

AÇORES. Na ilha de São Miguel, o grupo está a remodelar o Pestana Bahia Palace, com 101 quartos

AÇORES. Na ilha de São Miguel, o grupo está a remodelar o Pestana Bahia Palace, com 101 quartos

Mas o crescimento futuro do grupo Pestana, nesta próxima fase expansionista, não vai perder de vista a meta permanente da rentabilidade e “sustentabilidade da operação”. Neste campo, o administrador garante que o grupo tem os pés bem assentes na terra.

“Vamos continuar a crescer, mas de forma eficiente e rentável, essa é a obsessão do nosso acionista Dionísio Pestana”, garante José Roquette. “A hotelaria é um negócio de longo prazo e estamos aqui para a maratona, não para correr 100 metros”.