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Baixa Alive anima comércio do Porto

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A Machado Joalheiro foi uma das 21 lojas que aderiram ao projeto Baixa Alive

D.R.

Financiamento de €1 milhão permitiu dar vida nova a 21 lojas tradicionais da Invicta

Marisa Antunes

Jornalista

Vinte e um estabelecimentos do centro do Porto investiram €1 milhão para colocar o comércio tradicional novamente no mapa dos residentes e dos turistas que visitam a cidade. O projeto foi batizado de Baixa Alive, sendo que 45% do valor investido foi comparticipado pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) e o restante assegurado por capitais próprios dos comerciantes.

Em polvorosa com o turismo, principalmente nos últimos três anos — só em 2015 registaram-se três milhões de dormidas de estrangeiros, um aumento de 16,7% —, o casco histórico da Invicta está irreconhecível com a abertura de novos espaços. E o comércio tradicional, está a ganhar com esta avalanche de turistas? “Não forçosamente. A Baixa do Porto está na moda e isso motivou a abertura de muitos espaços de alojamento local e muita restauração. Mas não tem havido grande impacto para o comércio tradicional, o que suscitou esta iniciativa do IAFE (Instituto da Empresa)”, diz Marta Costa, coordenadora do projeto no IAFE, uma associação empresarial, sem fins lucrativos, que se dedica à informação, investigação económica e empresarial, apoio técnico e logístico, e formação empresarial.

O desafio foi lançado a dezenas de lojas de comércio tradicional, situadas em edifícios antigos, na zona histórica do Porto e 21 aderiram ao repto. “O financiamento, feito ao abrigo da Medida Comércio Investe, do IAPMEI, foi aplicado na requalificação dos seus pontos de venda, seja ao nível da fachada ou de obras no interior, ou ainda ao nível da atualização tecnológica”, explicou Marta Costa.

“As obras melhoraram as condições de exposição das lojas, recuperaram fachadas e promoveram melhorias na segurança, com o objetivo de proporcionar maior conforto e qualidade aos clientes que privilegiam a Baixa para fazer as suas compras”, referiu ainda a responsável, acrescentando que a associação aguarda uma nova fase de candidaturas do Comércio Investe para captar novos comerciantes.

“Existe ainda assim alguma resistência à mudança não porque os comerciantes não percebam a necessidade de revitalizarem os seus espaços, mas porque as dificuldades financeiras são tão grandes que existe receio em investir, uma vez que esta iniciativa implica uma entrada de 55% de capitais próprios”, aponta a responsável.

Para este projeto, os investimentos nas diferentes lojas variaram entre os €9500 e os €85.000.
Entre as lojas aderentes de diferentes ramos do comércio contam-se, entre outras, a Casa das Colchas, a Farmácia Sá da Bandeira, Machado Joalheiro (na foto), Misako (com dois estabelecimentos), a Óptica do Bolhão ou a Perfumaria Tinoco.