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Pressão no emprego. O fator tempo atrapalha 55% dos trabalhadores

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Mais de metade da comunidade laboral portuguesa sofre a pressão do fator tempo no local de trabalho. A maioria (51%) demora menos de 15 minutos no trajeto casa-emprego

O fator tempo serve de forma de pressão e stress no local de trabalho para mais de metade (55%) da comunidade laboral portuguesa.

Mas, a organização do horário de trabalho e o tempo gasto para chegar ao emprego não parecem ser focos de preocupação para a maioria dos 4 580 milhões de trabalhadores (51% homens), de acordo com os resultados de um inquérito realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no 2º trimestre de 2015 e revelados esta sexta-feira.

O estudo do INE sobre a "Organização do trabalho e do tempo de trabalho" centrou-se na flexibilidade do horário, local de trabalho e métodos e organização e traça uma realidade agradável. Por exemplo, para a maioria é fácil ausentar-se do local de trabalho.

A pressão do tempo

O que impressiona no estudo do INE? Mais de metade da população diz que sofre a pressão (grande ou moderada) do tempo no local de trabalho.

Mas, dois terços confessa que tem autonomia para escolher o tipo e a ordem das tarefas que desempenha e revela que é fácil (ou muito fácil) fazer uma pausa e baldar-se do local de trabalho por um curto período de tempo – uma ou duas horas.

Este cenário favorável muda de figura, quando se fala de pedir com pouca antecedência um ou dois dias de férias - só 40% referem ser fácil de obter a aprovação. Nos dois casos, as mulheres revelam mais dificuldade em ter os pedidos despachados.

A rotina dos horários

A generalidade dos empregados não vive em sobressalto com o horário de trabalho - 69% declara que cumpre uma rotina diária e não tem de ajustar o seu horário. E mais de metade (56,6%) não trata de questões profissionais fora do horário oficial. Aqui, as mulheres estão em vantagem - 63% esquecem o trabalho mal saem do emprego.

Dois terços da comunidade laboral declara não ter influência no modo como o seu horário de trabalho é definido. O registo do tempo de trabalho é realizado por 55% dos empregados - o controlo eletrónico é o método mais frequente (21%).

A maioria da população empregada (66%) trabalha sempre no mesmo local, em instalações que pertencentem em 72% dos casos á entidade empregadora.

Viagem casa-emprego rápida

E uma conclusão que, à primeira vista, parece contrariar a perceção que temos da realidade.

O inquérito do INE traça uma cenário risonho e favorável quanto ao tempo gasto na viagem casa-emprego. Metade dos trabalhadores (51%) demora menos de 15 minutos e 80 % (ou seja 3,6 milhões) perde menos de meia hora. E apenas 3,9% (175 mil) gasta mais de uma hora no trajeto.