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Costa do Marfim. Primeiro-Ministro no Porto para impulsionar comércio bilateral

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O primeiro-ministro costamarfinense, Daniel Kablan Duncan, participa para a semana no 1.º Fórum Económico Portugal-Costa do Marfim, organizado pela AEP, em que participarão dezenas de empresários dos dois países

É uma estreia em Portugal. O primeiro Fórum Económico Portugal-Costa do Marfim contará com a presença do primeiro ministro costa-marfinense.

O edifício de serviços da AEP - Associação Empresarial de Portugal, em Matosinhos, acolhe na véspera de S. João (quinta-feira, dia 23) o 1.º Fórum Económico Portugal-Costa do Marfim.

A iniciativa contará com a participação de dezenas de empresários dos dois países e da presença do primeiro-ministro do país africano, Daniel Kablan Duncan.

A fileira da construção

O forúm resulta dos esforços que a AEP e a diplomacia económica têm feito para reforçar os laços económicos entre os dois países, atendendo às necessidades da Costa do Marfim e às mudanças que têm marcado o país de 23 milhões de consumidores e uma economia que registou em 2015 um crescimento de 8,4%. A estimativa do Banco Mundial para 2016 é um crescimento de 9%.

A visita oficial de Daniel Kablan Duncan a Portugal decorrerá entre quarta e sexta-feira e tem lugar dois meses depois do primeiro-ministro africano ter recebido na cidade de Grand-Bassam os participantes na primeira missão empresarial portuguesa.

A fileira da construção é a mais interessada em explorar oportunidade de negócio num país africano que seduz pelas suas reservas de minérios e hidrocarbonetos.

Exportações duplicam

Em 2015, as exportações portuguesas para aquele mercado da África Ocidental chegaram aos 40,5 milhões de euros, duplicando face ao ano anterior.

Em 2016, o valor poderá voltar a duplicar, tendo em conta a evolução registada no primeiro trimestre. O AICEP regista 134 exportadores ativos, mas são raras as empresas portuguesas (a Mota-Engil é uma exceção) instaladas no país. As importações portuguesas concentram-se nos produtos alimentares.

Numa análise à economia costa-marfinense publicada pelo Novo Banco, o país carece de bens de de primeira necessidade e produtos industriais em que a oferta portuguesa pode ser concorrencial. É o caso dos materiais de construção, dos fios e cabos para energia e telecomunicações ou dos produtos siderúrgicos e elementos metálicos