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Reservas angolanas descem €330 milhões

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Em dois anos, as reservas angolanas perderam à volta de seis mil milhões de euros, tendo em conta os máximos históricos de 2013, antes da crise da cotação do petróleo

As reservas internacionais angolanas desceram em maio quase 330 milhões de euros, face ao mês anterior, indicam dados preliminares do Banco Nacional de Angola (BNA) a que a Lusa teve hoje acesso.

A informação consta de um relatório mensal do BNA sobre a evolução das Reservas Internacionais Líquidas angolanas (RIL), que em maio desceram 1,5 por cento, para 24.408 milhões de dólares (21,6 mil milhões de euros), face aos 24.774 milhões de dólares (21,9 mil milhões de euros) de abril.

Angola vive uma profunda crise económica, financeira e cambial, decorrente da crise da cotação internacional do barril de crude, que desde 2014 fez diminuir para metade as receitas fiscais com a exportação de petróleo.

O governador do BNA, Valter Filipe Silva, disse em abril que o nível das RIL angolanas representava o equivalente a oito meses de importações dos bens e equipamentos, tendo em conta as necessidades atuais, numa altura de forte contenção na disponibilização de divisas aos bancos.

As RIL, reservas em moeda estrangeira, são necessárias para garantir nomeadamente as importações nacionais de matéria-prima ou de alimentos e atingiram em fevereiro passado o valor mais baixo em vários anos, de 23.888 milhões de dólares (21,1 mil milhões de euros).

Em dois anos, as reservas angolanas perderam à volta de seis mil milhões de euros, tendo em conta os máximos históricos de 2013, antes da crise da cotação do petróleo. As reservas contabilizadas pelo BNA são constituídas com base em disponibilidades e aplicações sobre não residentes, bem como obrigações de curto prazo.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a 6 de abril que Angola solicitou um programa de assistência para os próximos três anos, cujos termos foram debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, prosseguindo em Luanda desde 01 de junho, para terminar hoje. O ministro das Finanças de Angola, Armando Manuel, esclareceu, entretanto, que este pedido será para um Programa de Financiamento Ampliado para apoiar a diversificação económica a médio prazo, negando que se trate de um resgate económico