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Presidente da Oi demite-se após divergências sobre reestruturação

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Bayard Gontijo, o gestor que substituiu Zeinal Bava na presidência da Oi, renunciou ao cargo. Na origem da saída estarão divergências com os acionistas quanto à solução para a reestruturação da operadora de telecomunicações

Foi na noite da passada sexta-feira que a Oi anunciou a renúncia de Bayard Gontijo ao cargo de presidente da Oi, empresa onde trabalhava há 14 anos. Gontijo foi substituído por Marco Schroeder, administrador para a área financeira e administrativa da Oi, e um conhecedor da Portugal Telecom. Schroeder foi o administrador da Oi que ficou em Lisboa até à conclusão da compra da PT Portugal pela Altice.

O comunicado não esclarece as razões que terão levado Gontijo a apresentar a sua demissão do cargo, porém notícias divulgadas na imprensa brasileira avançam que a saída estará relacionada com divergências face à solução para a dívida de 52 mil milhões de reais, que terá enfrentado resistência do conselho de administração.

O ex-presidente da Oi terá proposto uma solução que implicaria a diluição da posição dos acionistas, avança a "Valor Online". A portuguesa Pharol, maior acionista da Oi, com uma participação de cerca de 27% do capital, veria assim após a conversão a sua posição reduzir-se em 50% a 60%, explica a Valor, lembrando que os portugueses da Pharol possuem quatro dos 11 lugares do conselho de administração.

A Pharol tornou-se acionista da Oi na sequência da fusão entre a operadora brasileira e a PT. Uma operação que acabou em rutura depois de conhecido o investimento desastroso de 897 milhões da PT na Rioforte, empresa do grupo Espírito Santo.

Nem a Oi nem a PT quiseram comentar a renúncia de Bayard Gontijo. "A Pharol está a desempenhar o seu papel enquanto acionista da Oi", disse apenas fonte oficial da empresa.