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Mariana Mortágua: “A necessidade de recapitalização da Caixa é normal”

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Marcos Borga

É preciso investigar as decisões e indivíduos que criaram o buraco da CGD, “o banco mais importante de Portugal”, defende a deputada do BE, e também resistir “à febre das privatizações”

Recapitalizar a Caixa Geral de Depósitos, o “banco mais importante do país”, é “normal”, defende Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, num artigo de opinião publicado no “Jornal de Notícias” esta terça-feira. Mas também é preciso investigar as decisões e indivíduos que criaram o buraco da Caixa, defende.

Por exemplo, o caso do Resort de Vale do Lobo, em que os milhões correram para Horta e Costa ou Hélder Bataglia, da ESCOM (Grupo Espírito Santo). “O buraco foi aberto por Armando Vara (PS). Mas o presidente seguinte Faria de Oliveira (PSD), assegurava que era "um dos maiores e melhores resorts da Europa e faz sentido estar com o melhor". Todas estas decisões deviam ser investigadas e os responsáveis punidos”, defende Mariana Mortágua.

Se da direita chovem críticas ao Governo de António Costa sobre a possibilidade da recapitalização da Caixa e em Bruxelas as negociações de Mário Centeno ainda estão em andamento, pelo menos um dos partidos da “geringonça” está do lado do PS neste momento: o Bloco de Esquerda.

“A crise desvalorizou os ativos e as exigências regulatórias de capital apertaram muito. O BPI (9% dos ativos do sistema), reforçou o seu capital em 1400 milhões. O BCP (15% dos ativos) reforçou em 4500 milhões. A Caixa (24% dos ativos) aumentou o capital em 850 milhões. O acionista único da CGD, o Estado, recebeu 2700 milhões em dividendos na década antes da crise. Agora deverá também recapitalizar o seu banco”, justifica a deputada do bloco, que alerta ser preciso resistir "à febre das privatizações".