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BCP abaixo dos 2 cêntimos

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Tiago Miranda

As ações voltaram a recuar nos primeiros minutos da sessão, chegando a cair 8,36% para 1,85 cêntimos, um novo mínimo histórico

Catarina Nunes

As ações do BCP descem pela quinta sessão seguida, somando este ano uma queda de 59%. O Banco Comercial Português continua a viver dias difíceis na Bolsa, depois desta segunda-feira ter recuado mais de 8%.

Esta manhã, as ações voltaram a afundar nos primeiros minutos da sessão, chegando a cair 8,36% para 1,85 cêntimos, um novo mínimo histórico. Esta é já a quinta sessão consecutiva de perdas para o BCP, que nas últimas 14 apenas numa deles conseguiu fechar em alta (subiu 15% na terça-feira da semana passada).

Meia hora depois da abertura, as ações do BCP caiam 5,88% para 1,9 cêntimos, uma cotação que corresponde a uma capitalização bolsista de 1186 milhões de euros. Desde o início do ano, as ações acumulam uma desvalorização de 59% e em quatro sessões perderam quase 21%.

Os receios dos investidores quanto à capacidade do banco em cumprir as exigências do BCE e em pagar antecipadamente o que deve ao Estado é o motivo, bem como as perspetivas de que o BCP tenha de recorrer a um aumento de capital para reforçar os rácios.

Sobre estas circuntâncias nacionais específicas, as ações do BCP apanham por tabela com a fuga de investidores, devido aos receios em torno da possível vitória do Brexit, no referendo a 23 de Junho.

Durante algumas das últimas sessões, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) proibiu a venda a descoberto de ações do BCP, mas isso, no entanto, não chegou para travar a queda destes títulos.