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UTAO estima que dívida tenha aumentado para 130,1% do PIB em abril

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Na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, a dívida atingiu os 135,8 mil milhões de euros, "um acréscimo de 2,8 mil milhões de euros em termos mensais

Lusa

A UTAO estima que a dívida pública na ótica de Maastricht tenha subido para os 130,1% do PIB em abril, o que, a confirmar-se, representa "um acréscimo" face ao valor provisório da dívida pública no primeiro trimestre.

Na nota sobre dívida pública até abril, a que a Lusa teve hoje acesso, a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) estima que a dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) em abril "se tenha situado entre 129,9% e 130,3%", sendo o valor central desta projeção os 130,1% do PIB.

Os técnicos desta unidade independente que apoia o parlamento salvaguardam que "esta estimativa está dependente da hipótese assumida quer para a taxa de crescimento do PIB real, quer para o deflator do PIB" e sublinham que, "a confirmar-se, regista-se um acréscimo face ao valor provisório da dívida pública no final do primeiro trimestre (128,9% do PIB)".

Quanto à dívida líquida de depósitos da administração central, a UTAO prevê que tenha atingido os 121,1% do PIB nos primeiros quatro meses do ano.

Em abril, a dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, atingiu os 135,8 mil milhões de euros, "um acréscimo de 2,8 mil milhões de euros em termos mensais e de 4,5 mil milhões de euros face ao final de 2015", um aumento que ficou a dever-se à emissão de Obrigações e de Bilhetes do Tesouro no valor de 2,6 mil milhões de euros.

De acordo com o Banco de Portugal, no final do primeiro trimestre deste ano, a dívida pública estabilizou nos 233 mil milhões de euros, o equivalente a 128,9% do PIB, ou seja, um decréscimo de 0,1 pontos percentuais face a 2015 (129%) e de 1,2 pontos percentuais em relação ao período homólogo (130,2%).

No Programa de Estabilidade 2016 - 2020, apresentado em abril, o Governo previa que a dívida pública fosse de 124,8% do PIB, uma revisão em baixa de 2,9 pontos face ao antecipado no Orçamento do Estado para 2016, uma alteração que o executivo justificou com a "amortização de dívida com os resultados provenientes da venda de ativos financeiros detidos pelas administrações públicas", como o Novo Banco e os ativos que eram do Banif e que o Santander não quis comprar.