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Centeno espera que nova gestão da CGD tenha forma de gerar capital e resultados

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O ministro das Finanças, Mário Centeno

Mário Cruz / Lusa

O Ministro das Finanças, Mário Centeno, considera que a dimensão do conselho de administração da Caixa, tem o número de elementos “adequado face aos propósitos de elevar a eficácia” do banco. A capitalização da Caixa é a última parte do processo de mudanças

O ministro das Finanças, Mário Centeno, explicou esta quinta-feira em conferência de imprensa que estão a ser dados os passos necessários para que a Caixa Geral de Depósitos possa voltar a gerar resultados.

A nomeação da nova equipa de gestão, presidida por António Domingues, está para breve, disse, esclarecendo que é preciso seguir todos os passos e como tal esta tem de ter luz verde dos supervisores nacional e europeu, Banco de Portugal e Banco Central Europeu, respetivamente.

Centeno sublinhou que o conselho de administração é composto por 19 elementos, 7 administradores executivos e 12 não executivos, à semelhança dos outros bancos privados que concorrem com o banco público. Explicando que é muito importante que os órgãos sociais da Caixa funcionem bem. E para isso haverá, assegurou Centeno, uma "alteração na governação para alinhar os critérios e os pressupostos da governação da Caixa às práticas do sector". Para concluir que "todas estas fases - fim dos limites salariais, nomeação da nova administração, alteração dos estatutos, plano de negócios e desenho de um plano de reestruturação - terminarão com a recapitalização da Caixa".

Quanto à injeção de dinheiro no banco, Mário Centeno, não entra em detalhes. Diz que o processo será analisado pela Direção-Geral da Concorrência Europeia (DG Comp) e que como "a CGD funciona num contexto de concorrência isso significa que todas estas fases têm de ser equivalentes à de qualquer outro banco no mercado". Centeno falou que é preciso adequar a estratégia da Caixa ao mercado nacional e internacional, deixando antever que poderão haver ativos no estrangeiro para vender.