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Juros da dívida alemã em novo mínimo histórico. Risco de Portugal desce

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Os juros das obrigações alemãs a 10 anos caíram para 0,055% esta terça-feira no mercado secundário. Nos periféricos, foi dia de queda dos juros, com exceção da Grécia. Juros das Obrigações portuguesas a 10 anos desceram para 3,12% e o prémio de risco foi o que mais desceu

Jorge Nascimento Rodrigues

As yields das obrigações alemãs no prazo de referência, a 10 anos, fixaram esta terça-feira no mercado secundário da dívida mais um mínimo histórico, ao fecharem em 0,055%. O anterior mínimo, registado a 3 de junho, estava em 0,068%. A dívida obrigacionista germânica regista yields negativas até ao prazo de nove anos inclusive. A yield efetiva de toda a dívida obrigacionista alemã é de -0,14%, segundo a Bloomberg, uma situação ímpar na União Europeia.

A sessão desta terça-feira foi marcada por uma descida nas yields das obrigações dos periféricos do euro no prazo de referência, com exceção da Grécia. As yields das Obrigações do Tesouro português (OT), a 10 anos, caíram para 3,12%, uma redução de oito pontos base, a maior descida entre os periféricos.

Apesar da descida das yields das obrigações alemãs, o prémio de risco dos periféricos caiu esta terça-feira, excluindo a Grécia. O risco português desceu quatro pontos base, fechando em 306,5 pontos base, ainda assim acima dos 300 pontos. Este risco corresponde a um diferencial de mais de três pontos percentuais em relação ao custo de financiamento da dívida alemã.

Com dois leilões de OT programados para quarta-feira nas linhas que vencem em 2021 e 2015, as yields destas duas linhas fecharam esta terça-feira no mercado secundário em 1,892% e 2,93% respetivamente, acima das taxas de remuneração nos dois últimos leilões similares realizados a 23 de março deste ano para a OT que vence em 2021 e a 25 de novembro de 2015 para a OT que vence em 2025. O IGCP, a Agência de Gestão do Tesouro e da Dívida Pública, pretende colocar amanhã entre 750 e 1000 milhões de euros nas duas linhas de OT reabertas.

Apesar do primeiro exame ao terceiro resgate estar quase concluído, os investidores em dívida soberana continuam a manifestar relutância em relação à dívida helénica, afirma o jornal grego Kathimerini, sublinhando a subida das yields das obrigações a 10 anos para quase 7,5%.