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Bolsa. BCP insiste na derrocada e volta a desvalorizar

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Tiago Miranda

Esta segunda-feira, a cotação do BCP está em queda. O banco atinge novo mínimo em bolsa

Nova semana, o mesmo sentimento depressivo. O BCP regista esta segunda-feira nova queda (3%), depois de uma semanas mais horríveis da sua história em bolsa em que perdeu um quarto do valor, fixando um mínimo absoluto de 2,4 cêntimos.

Na sessão de hoje abriu a subir (3%), com elevada liquidez, mas rapidamente inverteu a tendência e voltou às perdas. Transaciona-se a 2,31 cêntimos por ação. Na bolsa, é sempre possívei cair mais.

Em 2016, a perda acumulada do BCP é de 53% e a capitalização caiu para 1,4 mil milhões de euros, inferior até à do BPI (1,67 mil milhões), o outro sobrevivente do mercado português. Hoje o BPI, segue inalterado a 1,14 euros, em linha com o preço da OPA do Caixabank (1,113).

O BCP é agora a nona empresa mais valiosa entre as 18 do PSI-20, a curta distância da REN e CTT que poderão rapidamente ultrapassar banco no ranking das capitalizações. Na sessão desta segunda-feira, a REN e os CTT valorizam ligeiramente

Espiral de más notícias

Sem a proibição das vendas a descoberto (shortselling), o BCP fica mais exposto aos castigos dos grandes fundos internacionais, numa altura em se encontra numa espiral de más notícias.

O banco foi despromovido do principal índice europeu de ações (MSCI Global Standard Indexes) para a liga secundária, tem sofrido com relatórios de casas internacionais sobre fragilidade do sistema financeiro e as vulnerabilidades da sua estrutura de capital.

O factor Sonangol e a intenção de avançar à compra do Novo Banco, o que exigira um reforço substancial de capital da ordem dos 2 mil milhões, agravam os riscos. E a gestora BlackRock, que chegou a deter mais de 5% do capital, anunciou na sexta-feira que em maio vendera o grosso das ações, passando a ter uma posição inferior a 2%.