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Ricardo Salgado e a condenação: “Isto não é um processo, é uma farsa“

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Antigo presidente do BES reagiu à condenação do Banco de Portugal, que o impede de exercer funções no sistema financeiro durante 10 anos e lhe aplica uma coima de quatro milhões de euros

O advogado de Ricardo Salgado reagiu à condenação do Banco de Portugal e diz que vai recorrer para os tribunais.

Em comunicado, Francisco Proença de Carvalho afirma que a condenação aplicada ao ex-presidente do BES no processo de contraordenação sobre a venda de papel comercial do Grupo Espírito Santo a clientes do banco "é uma decisão de uma parte interessada, que estava já pré-definida antes do suposto apuramento dos factos".

Francisco Proença de Carvalho refere ainda que "isto não é um processo, é uma farsa", e que "iremos, naturalmente, recorrer para os tribunais".

Entre os condenados nesta contraordenação, o Banco de Portugal teve mão pesada para o ex-presidente do BES. Ricardo Salgado foi quem teve a coima mais pesada, 4 milhões de euros e a sanção acessória de inibição de função no sistema financeiro mais alta, 10 anos.

As outras condenações mais pesadas foram atribuídas a Amilcar Morais Pires, ex-administrador financeiro do BES, com uma coima de 600 mil euros e uma inibição de exercer atividade no sistema financeiro de três anos.

Os condenados deverão recorerr da decisão. O Expresso contactou Morais Pires para confirmar se iria recorrer mas não obteve resposta.

José Manuel Espírito Santo é outros dos principais condenados pelo Banco de Portugal. A este foi aplicada uma coima de 525 mil euros, tendo o supervisor suspendido o pagamento a 50% durante cinco anos. Ou seja, a coima efectivamente aplicada será de 262,5 mil euros e impdiu-o de exercer atividade financeiras durante dois anos.

Esta decisão final do Banco de Portugal surge depois dos arguidos terem tido oportunidade de se defenderem perante o Banco de Portugal, assim como da apresentação de testemunhas.