Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Morais Pires inibido de funções na banca por três anos, com coima de €600 mil

  • 333

José Caria

Antigo braço-direito de Ricardo Salgado no BES foi acusado e condenado pelo Banco de Portugal por não implementar o devido sistema de gestão de risco, no âmbito da investigação sobre a venda de papel comercial do GES a clientes do banco

Amílcar Morais Pires, antigo administrador financeiro do Banco Espírito Santo (BES), foi condenado pelo Banco de Portugal a uma multa de 600 mil euros e à inibição do exercício de funções na banca por um período de três anos.

A condenação resulta da investigação do Banco de Portugal sobre a ocultação de dívida do Grupo Espírito Santo e, mais particularmente, sobre a colocação em larga escala de dívida (papel comercial) da Espírito Santo International (ESI) junto de clientes do BES e da gestora de ativos do grupo, a ESAF.

Morais Pires, que era o braço direito de Ricardo Salgado (condenado a uma multa de quatro milhões de euros no mesmo processo), foi acusado de não implementar um sistema de informação e comunicação, com dolo, e de não implementar um sistema de gestão de risco sólido e eficaz, também com dolo.

As duas acusações a Morais Pires valeram ao antigo gestor multas de 350 mil e de 450 mil euros, mas o Banco de Portugal decidiu aplicar uma coima única de 600 mil euros.

As condenações do Banco de Portugal no âmbito do processo de contraordenação sobre o papel comercial do Grupo Espírito Santo são passíveis de recurso para os tribunais.