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Morais Pires: “Vou recorrer de uma decisão muito injusta”

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José Caria

Ex-administrador financeiro do BES foi condenado a pagar uma coima de 600 mil euros e ficou inibido do exercício de funções na banca por um período de três anos.

Amílcar Morais Pires considera "muito injusta" a decisão do Banco de Portugal (BdP) de o condenar a uma multa de 600 mil euros e à inibição do exercício de funções na banca por um período de três anos e vai recorrer.

Ao Expresso disse que acredita que os tribunais, "como independentes que são", reconhecerão a sua independência.

A condenação do ex-administrador financeiro do BES resulta da investigação do Banco de Portugal sobre a ocultação de dívida do Grupo Espírito Santo e, mais particularmente, sobre a colocação em larga escala de dívida (papel comercial) da Espírito Santo International (ESI) junto de clientes do BES e da gestora de ativos do grupo, a ESAF.

Morais Pires, que era o braço direito de Ricardo Salgado (condenado a uma multa de quatro milhões de euros no mesmo processo), foi acusado de não implementar um sistema de informação e comunicação, com dolo, e de não implementar um sistema de gestão de risco sólido e eficaz, também com dolo.

As duas acusações a Morais Pires valeram ao antigo gestor multas de 350 mil e de 450 mil euros, mas o Banco de Portugal decidiu aplicar uma coima única de 600 mil euros.